Olá Su! Como está você? Eu estou bem triste ultimamente, e minha mente está com um milhão de coisas. Bom, sobre o vestibular… acho que fui mal, eu não estava psicologicamente bem, além da sensação de despreparo. Mas se não for dessa vez, eu tento no ano que vem. :) Talvez essa seja a única parte da minha vida que eu estou bem resolvida. Su, aconteceu algo na minha vida que até hoje reflete em mim. No fim de 2014 eu era uma menina alegre, que apesar de tudo buscava encontrar a felicidade com bons pensamentos, que lia a Bíblia sempre, que se esforçava para manter a saúde. Eu era feliz de verdade quando as coisas estavam bem ou não. Três ou quatro meses depois a minha vida virou de cabeça para baixo, eu comecei a andar com umas meninas (na verdade eu já andava desde 2013) que se revelaram serem péssimas amizades. Mas eu não tinha percebido isso, só quando tudo tinha desmoronado em mim que a ficha caiu. Eu havia deixado de ser tudo aquilo para me tornar alguém infeliz porque eu comecei a fazer coisas erradas, que desagradam a Deus e me deixavam muito mal, pelo menos não foi pior. Mas até hoje, Su, eu não voltei a ser a mesma e isso dói tanto. Eu li o meu diário daquela época e senti tantas saudades de mim mesma. A minha vida não era perfeita, ela nunca foi e eu lembro de quantas vezes eu chorei mas lembro que houve muito mais sorrisos. Eu era mais sonhadora também, esperava um futuro melhor, sonhos realizados e um amor verdadeiro. Esse ano eu tentei Su, eu comecei a ler a Bíblia e a buscar a felicidade em Deus mas eu sempre tropeço e nunca volto a ter minha essência verdadeira. Eu estou tão triste, choro tanto. Não sei mais o que fazer. Tem ainda o medo de ficar só e de que esse pesadelo nunca acabe, a falta de sossego aqui em casa e tantas outras coisas, Su, que eu já nem sei o que fazer. Eu achei um CD na estante e comecei a ouvir, tem uma música que diz assim “…e as feridas que ninguém vê, vem tocar com Teu poder/Me deste vida em abundância, quero viver…” e essa tem sido minha oração também. Tem ainda uma decisão importante que eu e minha mãe precisamos tomar. Ela caiu na real do quanto estamos mal nessa casa e resolveu procurar outro lugar, só que agora eu estou com pena de minha vó, eu não quero que ela se sinta mais sozinha do que ela já se sente, ela chegou a me pedir para não abandoná-la e ela nem sabe dessa conversa que tive com minha mãe. Agora estou dividida entre buscar sossego e ficar com minha vó. Não sei o que fazer novamente!! É isso, Su. Até mais. C.

Querida C.! Fico triste com sua tristeza 🙁  Eu sei que essa está sendo uma fase difícil de sua vida, mas lembre-se de que é isso: uma fase. Você não vai ficar para sempre desse jeito.

Em minha opinião, seu relacionamento com essas “amigas” pode ter sido apenas parte da questão. Dificilmente foi o único motivo do período complicado pelo qual você está passando. Como você mesma comentou em outras ocasiões, as questões de família pesam bastante. Sabia que, quando estamos pra baixo, também temos a tendência de idealizar o passado? Como enxergamos pouca coisa boa no presente, voltamos no tempo para buscar alegrias no passado. Na verdade, não tem nada de errado com isso. Mas, em vez de dar lugar ao saudosismo e às comparações, minha sugestão é que você use essas memórias como motivo de gratidão e como forma de fortalecer sua fé. Sempre que você se recordar de um momento bom do passado, agradeça a Deus por ele. Agradeça porque Deus lhe deu aquela alegria. Agradeça, também, porque o mesmo Deus que estava ao seu lado no passado, está ao seu lado no presente – fortalecendo, sustentando, preparando coisas boas para seu futuro. Nesse sentido, recomendo que você leia o salmo 116 e medite bastante sobre ele. Aproveite para refletir, também, sobre Lamentações 3.21-26.

E considere a possibilidade de conversar com um médico sobre essa melancolia que você está sentindo. Já devo ter lhe falado isso antes, mas vale repetir. Existe a possibilidade de que essa tristeza tenha elementos físicos, que podem ser devidamente tratadas. Às vezes, um simples exame de sangue pode indicar deficiências nutricionais (falta de vitamina D, por exemplo, pode causar sintomas de depressão). Marque uma consulta, amiga. Deixe que Deus use profissionais devidamente preparados para ajudar e fortalecer você.

E, quanto à questão de se mudar, na verdade essa é uma decisão da sua mãe. Ela é a responsável pela família e ela que precisa se posicionar em relação a sua avó. Muitas vezes, um distanciamento pode contribuir para melhorar a relação. Não precisa, portanto, ser visto como abandono. Em última análise, não é sua função como filha e neta suprir todas as necessidades emocionais de sua avó, por maior afeto que você tenha por ela. Deus sabe qual vai ser a melhor decisão e ele tem poder para guiar sua mãe claramente nesse sentido. Ore sobre isso, peça muita sabedoria do Senhor e confie que ele mostrará o melhor caminho e suprirá todas as necessidades – suas, de sua mãe e de sua avó também. Vocês três estão debaixo do cuidado amoro e soberano dele. Confie nisso!

Forças do Senhor para você, minha amiga. E até a próxima!

 

Kisses,

Su

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