Olá Su. Graça e paz. Então daquela vez que falei sobre viuvez. É porque eu ficava meio encucada com umas coisas. Deus me defenda de ficar viúva depois de casar. Então se eu e meu futuro marido nos amassemos muito, e ele morrese. Eu meio que iria ficar com receio de me apaixonar de novo, comparar um amor com o outro. E também porque me bate uma dúvida. Quando o cônjuge, ou noivo morre, e a pessoa se casa de novo, conhece outra pessoa. Quem era para ela estar realmente, com o falecido amor, ou com o atual. Qual seria o propósito disso tudo, dar um novo sentido para a perda, o luto, ainda mais quando a pessoa tem filhos com o falecido? nessa situação? Minha mãe respondeu para mim, que era para ser como era, ficar um pouco com os dois. Rs. L.

Hello, L.! Para resolver esses seus dilemas hipotéticos, talvez seja proveitoso reavaliar alguns conceitos.

Primeiro, quem disse que Deus tem apenas uma pessoa para a história de cada um? Se alguém ficou viúvo e recebeu direção do Senhor para se casar novamente (algo que a Bíblia permite claramente), significa que tanto o primeiro cônjuge como o segundo cônjuge faziam parte dos planos de Deus. Embora, como você, eu tenha convicção de que não me casaria novamente se ficasse viúva, essa é uma convicção pessoal, e não significa que se aplica a todas as pessoas. Cada um vivencia sua perda de uma forma, e não podemos jugar outros por algo que a Bíblia permite. Claro que uma pessoa com filhos precisa levá-los em conta em suas decisões. Em alguns casos, as considerações são de ordem prática. Por exemplo, alguém que fica viúvo com filhos pequenos, talvez precise da ajuda (ou mesmo do sustento financeiro) de um companheiro. Não existe uma regra definida para todos os casos. É uma questão entre cada pessoa e Deus.

Segundo, paixão não é igual gripe, que  a gente pega e não tem o que fazer. Se você ficasse viúva e decidisse não se casar novamente, teria condições de monitorar e governar seus sentimentos. Uma paixão geralmente nasce de uma atração inicial. Quando não alimentamos essa atração inicial, não damos lugar para a paixão. Se você tivesse resolvido manter-se só, não poderia alimentar outros interesses, a ponto de apaixonar-se. Teria de cortá-los pela raiz. E teria de viver com as consequências, positivas e negativas, de não se casar novamente.

Hoje em dia, romantizamos bastante o casamento. No passado, ele era visto de modo mais pragmático. Era uma forma de manter a unidade familiar, a estabilidade social e garantir auxílio mútuo. Nesse contexto, pessoas se casavam (e algumas ainda se casam) novamente não porque se apaixonaram, mas porque atende a essas considerações práticas. Nada de errado com isso, desde que o relacionamento seja caracterizado por respeito afeto (mesmo que não seja paixão avassaladora) e respeito mútuos.

Até mais!

 

Kisses,

Su

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