Tenho 16 anos e nunca namorei nem fiquei com ninguém. Todo mundo da escola faz comentários sobre eu ser lésbica ou não. Alguns até me perguntam, mas eu não ligo pra isso e nem tenho vontade de namorar, muito menos pra provar que sou hétero para os outros. Outra coisa que também acontece comigo é que até gosto de alguns meninos, mas quando descubro que algum gosta de mim também, o sentimento que sinto por ele passa, até começo a sentir raiva/nojo do garoto. Não consigo nem pensar em ter qualquer tipo de relacionamento com alguém, abraçar, beijar. Tudo isso me faz sentir incomodada. Meus amigos me dizem que eu devo ter sofrido abuso na infância, mas isso nunca aconteceu comigo. Como eu deveria lidar com isso? G.

Hello, G.! Embora essa aversão que você descreve seja, de fato, associada em alguns casos a abuso sexual na infância, existem muitas outras razões para esses sentimentos.

Para começar, é uma grande mentira a ideia de que, com 16 anos, você precisa estar a fim de namorar alguém. Nessa idade, sua mente e seu coração ainda não estão preparados para um compromisso sério desse tipo e, além disso, nem é a hora certa de ter muita intimidade física. Errado é ficar e namorar sem compromisso, sem seriedade e sem verdadeira intimidade de alma com a outra pessoa. Portanto, não fique encanada com o fato de nunca ter namorado. Você faz bem.

Dito isso, acho que valeria a pena você tentar entender melhor o que a leva a sentir raiva/nojo de um garoto só porque ela gosta de você. Às vezes, isso tem a ver com a forma como a gente se enxerga, com aquilo que a gente espera de um relacionamento ou com o que a gente idealiza quanto a um companheiro. Meu conselho é que você converse com um psicólogo sobre essa questão, não porque seja de imediato um problema super sério, mas para você compreender melhor seu universo interior e até para se certificar que suas emoções estão se desenvolvendo de forma saudável. Se existe alguma questão para tratar, é muito melhor fazer isso logo no começo. Se sua família não concordar com a ideia de um psicólogo, peça para Deus colocar na sua vida uma pessoa adulta de sua confiança (mãe, tia, professora, conselheira, etc.) com quem você possa dividir esses sentimentos. Ter alguém aí perto para conversar com você sobre essa questão também a ajudará a lidar com as pressões e insinuações de seus colegas.

Fale com Deus. Conte para ele o que está em seu coração e peça para ele lhe mostrar quem pode ajudá-la nesse momento. Deus nos criou, nos ama e nos conhece melhor do que nós mesmas e ele quer nos ajudar em todas as nossas dificuldades. Confie nisso!

E, sempre que quiser trocar uma ideia, é só passar aqui. Estamos à disposição!

 

Kisses,

Su

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