Oi, Su! Gostaria da sua ajuda para tomar uma decisão, pois ela envolve os sentimentos de outra pessoa. Um jovem da minha igreja de quem nunca fui próxima está lutando contra a depressão há vários anos. Às vezes, ele escreve e posta coisas muito tristes e também já tentou tirar a própria vida. Gostaria de apoiá-lo a viver, mas estou com medo de estar me metendo demais ou de fazer algo errado. Por exemplo: suponhamos que eu converse com ele e consiga virar uma boa amiga, uma influência positiva. E se isso acabar dando a entender que estou interessada nele? E se quando eu não responder algo em algum momento parecer que estou ignorando? E se, (eu duvido que seja o caso, mas vai que acontece) essa pessoa se tornar dependente dessa amizade? E se eu falar algo que não via ajudar? Ele tem familiares e amigos, mas… não sei exatamente como é o relacionamento com eles. Me deixa muito triste ler o que ela coloca e não poder demonstrar que há pessoas que se importam com ele. inclusive, sempre que ele posta algo assim, várias pessoas curtem ou comentam dizendo que se importam com ele e que oram por sua vida. Também acho que minha mãe não aprovaria meu envolvimento. Talvez eu devesse perguntar, mas estou com receio de ouvir um “não se envolva”. ÉLee faz tratamento psicológico e toma remédios. Obrigada por ler. D.

Oi, Su, tudo bem? Me bateu um momento nostalgia e eu me lembrei que conheci esse blog quando eu tinha uns 12 anos, eu acho? uau, eu já vou fazer 18 e, graças a Deus, eu realmente conheci Jesus (na época em que eu mandava perguntas, era muito nova/imatura e não tinha conhecimento de quem é Jesus, e sim de uma lista de “regras”).
Bom, gostaria de te pedir um conselho porque eu, como cristã estou diante de uma situação que não sei muito bem como lidar…
Entrei na faculdade esse ano, e como estamos tendo aulas telepresenciais, formamos grupos de seminários aleatórios para um trabalho, afinal, não nos conhecemos pessoalmente ainda. Acontece que, o grupo de seminário se tornou um grupo de conversas (um grupo de amigas” mesmo, sabe?). E até aí tudo bem.
Eu ainda não tive a oportunidade de dizer que sou cristã (não por vergonha, mas falta de oportunidade mesmo) e me sinto preocupada no momento não com a possibilidade de me julgarem por ser, mas porquê todas as componentes do grupo passam a maior parte do tempo falando mal de outras pessoas da faculdade (assunto esse que de forma alguma me convém estar). Eu não participo desse tipo de conversa no grupo, mas me sinto muito desconfortável por pensar que, quando elas souberem que eu sou cristã, podem ter uma visão errada a respeito de Cristo, por, de alguma forma, me associarem como “uma delas” (no sentido das conversas)…
Pode parecer bobinho, mas isso realmente tem me deixado pensativa e até mesmo chateada, porque não temos muita intimidade e eu não sei o que eu deveria fazer sobre isso. Me convém estar nesse grupo sem falar nada, mesmo que todas as outras integrantes estejam falando mal de outras pessoas? Eu não acho que isso seja legal…
Como uma cristã, que atitude você acha que seria a melhor pra se tomar agora? Embora eu não participe desse tipo de assunto por lá (que é o que elas mais conversam por lá), temo que elas me associem a isso, e não é essa a imagem que gostaria de passar como cristã… M.

Olá, Su! Eu sou aquela mulher que estava conversando sobre o problema com a minha filha, e a eventualidade de mandá-la para a casa de uma parenta, lembra de mim?
Pois a M (minha filha) já está na casa da H (minha prima) no Rio de Janeiro. Eu estive lá, a H é uma prima de segundo grau e foi bom rever aquele pessoal que fazia tempo que eu não via. A casa fica no subúrbio e é bem grande, quanto a isso estou plenamente satisfeita.
A questão agora é evitar que a M caia no mesmo esquema que tinha aqui e acabe se dando com as mesmas más companhias, então é crucial que ela saiba que não está lá de férias e vai ter uma liberdade limitada. Eu conversei muito com a H a respeito de como vai ser a disciplina da M. Aquilo que você contou de meninas sendo punidas tendo que fazer serviços domésticos estava me preocupando porque eu já vi coisa parecida acontecendo com outras meninas da minha família, mas a H me acalmou e explicou o porque daquilo. É uma maneira de marcar uma diferença entre ela e os da casa, devido ao motivo que a levou para lá. Então ela vai ter serviços domésticos, que não são pesados, mas devem ser distintos daqueles feitos pelo pessoal da casa, e quando estiver fazendo-os tem que estar descalça. Tem que chamar o pessoal da casa de senhor e senhora, e se quiser usar algum aparelho, tem que pedir licença (sempre vai dar, mas tem que pedir).
Você acha essa uma disciplina boa para a M? Eu gostei, porque depois que explicou, vi que faz sentido. É uma maneira de passar a lição da autoridade e mostrar que existe uma hierarquia: uns mandam, outros obedecem. Essa é uma lição importantíssima para quem já está quase fazendo 16 anos e por toda a vida vai ter alguém mandando nela, seja a mãe ou a tia hoje ou o chefe e o patrão amanhã.
Então acordei com a H, os serviços que a M vai ter que fazer são: todos os dias, arrumar os quartos, varrer a sala e passar pano nos móveis, passar roupas, uma vez por semana lavar os banheiros e as vidraças. Você acha que está de bom tamanho?
Quanto aos castigos que a H vai dar caso a M quebre alguma regra ou faça alguma coisa escondido, isso ainda estamos discutindo, sobretudo quanto a eventualidade de castigos físicos. Sei que precisam ser severos, e constantes: quebrou regra tal, castigo tal, sem apelação, senão ela volta à velha vida. Você tem alguma sugestão? Falar de castigo nunca é agradável, por isso é bom ouvir as opiniões alheias.
Eu estou com muita saudade, incluo ela todo o dia em minha oração e telefono todo o dia para fazer sempre as mesmas perguntas, mas às vezes acho que estou interferindo demais, e devia deixar as coisas mais a cargo da H. O que você acha?

Oi su.
Pesquisas com células troncos (embrionárias) São da vontade de Deus. Fiquei curiosa, pois estava estudando sobre histologia e o professor citou sobre essas pesquisas que buscam tratar doenças, lesões ocasionadas no sistema nervoso.
Mas muitas igrejas cristãs, principalmente católicas, condenam essa prática, pos afirmam que o embrião já um ser vivo e não deve ser manuseado, e descartados, (como em casos de inseminação artificial (in vitro).
E em inseminação in vitro, os embriões que forem indesejados (que se possa ver que terá doenças, anomalias), são descartados e isso é praticamente um aborto, segundo muitos cristãos.
E quanto a pilúla do dia seguinte, eu sei que ela impede a fecundação (não tem como matar, o que não está vivo), mas li em sites, que a pilula pode ser abortiva, pois impede o embrião de se alojar ao útero.
Quais as comprovações científicas desses argumentos?
Acho complicado, pois penso que células troncos embrionárias poderiam revolucionar muitos tratamentos para doenças crônicas, degenerativas e genéticas e que a pilula é útil em casos emergenciais, principalmente estupro de mulheres, ainda mais meninas, que mal chegaram a puberdade.
Mas ao mesmo tempo, penso que está se sacrificando um ser vivo, inocente, que não tem culpa das doenças, tragédias que acontece. Mas é muito fácil julgar, quando não estamos no lugar da pessoa.
Nunca fui estuprada, mas imagino a dor que é, e ter que esperar 9 meses para dar luz ao bebe e entregar adoação, passando por enjoos, ver o corpo mudando.
Kisses. L.

Oii Su, de uns dias pra cá tenho pensado muito em minha conduta e também de outras pessoas que me feriram muito, principalmente de uma ex-amiga que vamos chamar de “J”. Uns 3 a 4 anos atrás tivemos bastante problemas, porque sempre postei no Facebook frases de reflexão e sempre interagi com as pessoas nos comentários (ou concordando ou discordando com o que foi postado). Só que isso gerava um problemão e resumindo, as pessoas (inclusive a “J”) chegava nos meus posts zombando, marcando o pessoal da igreja que eu era parte na época, chamando de “santinha”, “reverenda” e que eu estava fazendo um “seminário social nas publicações das pessoas”. Assim se formou um grupo pra zombar de mim. Quando bloqueei ou exclui esse pessoal do meu Facebook, então as polêmicas pararam, e hoje continuo postando frases reflexivas, mas não interajo tanto quanto antes nos posts alheios. Então a paz reina no Facebook. O problema, é que tenho essa ex-amiga no WhatsApp e nossa ela é uma das primeiras a visualizar meu status (só que eu nem olho o status dela), então não sei pq ela ainda fica olhando o que eu faço, e isso me incomoda. Às vezes tenho vontade de chegar e conversar com ela no Whats pra resolver nossas diferenças de forma madura (coisa que não foi feita na época), mas quero deixar claro que não quero ser amiga dela não (cada uma vive sua vida). Mas ao mesmo tempo fico pensando: será que devo chamar a “J” mesmo ou esqueço o passado e deixo pra lá? Então quero um conselho seu: eu converso ou não com a “J” sabendo de tudo isso que se passou? Se sim, como devo abordá-la e quais coisas devo ou não devo falar? E se não, como faço pra esquecer a “J” e tudo de ruim que ela causou na minha vida? Preciso de sua ajuda Su, porque eu não sei o que devo fazer! A.