Hello, L.! Entendo seu dilema. Primeiro, se você acha que tem apego evitativo, essa é uma questão que precisa ser devidamente tratada em terapia. Existem várias maneiras de lidar com isso (p. ex., terapia cognitivo-comportamental) para ajudar você a desenvolver afetos e relacionamentos mais saudáveis. Segundo, muitas vezes quando a gente está buscando experiências românticas com muita intensidade, na verdade pode ser uma tentativa de preencher outros vazios, que não tem nada a ver com romance, namoro, casamento, etc. Acho que seria importante você olhar para sua vida como um todo e procurar identificar se existem outras áreas em que você está sentindo (ou sentiu ao longo dos anos) falta de afeto, de valorização, de validação da sua identidade. Peça para Deus lhe dar clareza a esse respeito e lembre-se de que, em última análise, ele é o único que pode preencher todos os nossos vazios – no tempo e do jeito dele.
Também é importante você tentar entender (de novo, a terapia ajudaria um monte!) se existe um medo real de proximidade, de intimidade, e de onde vem esse medo. Às vezes, não precisa ser um trauma super sério e imenso. Mas existem pequenas coisas que podem ser identificadas e tratadas para ajudá-la a abrir espaço em sua vida para amizades mais profundas.
Conte tudo isso para Deus. Saiba que ele é o maior interessado em ajudar você nessa questão. E confie nos bons planos dele para você, planos que ninguém (nem você mesma) pode frustrar.
Além disso, recomendo que você leia esta conversa que acabei de ter com outra garota (ou será que era você com outro nome? kkk).
Veja o que falei sobre amor, paixão, a construção de relacionamento sólidos e o desenvolvimento de afetos saudáveis. Reflita sobre como os princípios gerais que eu coloquei ali talvez se apliquem a você. E, como essa é uma questão bastante complexa, fique à vontade para voltar aqui e conversarmos mais.
Até a próxima!
Kisses,
Su