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Pergunta:

Graça e paz, Su. Então, eu amo a minha mãe, afinal ela criou eu e meus irmãos sozinhos desde que meu pai morreu quando eu tinha sete anos. Ela nos dá tudo o que precisamos, tenta nos dar o melhor, só que brigamos muito. Eu tenho TDAH, TOC, TAG, e por isso tenho problemas em me concentrar, seguir rotinas, lembrar compromissos, me distrair com facilidade, ouvir as pessoas, principalmente minha mãe e tendo a falar demais. E algumas das causas é que eu preciso ajudar mais tarefas domésticas, ouvi-la sem interrupção, seguir as instruções dela. Muitas vezes sou grosso, fico irritado e desconto nela de vez em quando. Mas ela também é assim, quando ela passa por algum estresse não relacionado a mim, tem discutido, problemas com meu vó, ela desconta em mim em forma de desabafar seus problemas, e eu não tenho paciência de ouvir. Só que mesmo me esforçando, ela fala mais de 30 minutos. Várias vezes ao dia. Sei preciso ter empatia, ouvi-la, mas quando é para eu falar, ela reclama que estou falando demais, me interrompeu. Não temos problemas com tabu sobre sexo, álcool, drogas. Ela sempre foi aberta comigo, me orientou, disse as consequências do uso de drogas, a destruição que causa nas pessoas e na família. Falou sobre a importância de estar pronto para ter relações sexuais, não fazer porque todo mundo faz. Ela nunca foi de proibir sair com amigos, namorar. Claro que ela colocava limites, não eram mães liberais demais, que permitiam tudo. Meu problema é referente a ela em ouvir minhas frustrações, minhas angústias, medos, anseios. Ela fala que estou falando demais e/ou me interrompeu para fazer convites, dar conselho. Eu também faço com ela. Nós duas queremos falar, mas não queremos ouvir. A questão é muitas vezes ela grita, briga por qualquer coisa. Eu não posso fazer, falar nada, que ela já diz que estou me igualando a ela, que devo respeitá-la, honrar ela, mesmo quando está errada e cita a bíblia que diz que não fala que só para honrar os pais quando estão certos. Diz que filho deve apanhar quieto. Se ela me dá um empurrão, ou um tapa, eu falo ai, ela fica brava, diz que é para ficar quieta, não fazer escândalo, diz que nem doeu e tento segurar ela já diz que estou com valentia para cima dela, que filho que quer peitar pai e mãe, vai embora de casa, se sustenta sozinho. Eu não sou perfeita e nem ela é. E quando ela está errada: Ela fala, eu erro mesmo, não sou de ferro, não sou perfeita. Parece que dar a entender que ela erra, mas erra menos que eu, que os erros dela são justificáveis. Tem dias que está tranquilo, mas ela briga por um motivo bobo, faz drama. As vezes ela me chama e estou no banheiro, no quarto e não ouvi ela, ela grita, diz que já estava chamando a um tempão, que até os vizinhos devem ter ouvido.Ai, por exemplo, respondo: Estou no banheiro e ela diz, não perguntei onde você está, só responde se me ouviu, depois que você sair, vem até mim. Sei que posso começar fazer isso, mas tem hora que ela pergunta porque estou demorando tanto, o que estou fazendo e me perdoe a palavra, Su, se estou fazendo minhas necessidades fisiológicas, eu falto alto, estou cagando e ela diz, fica brava, diz que ninguém, os vizinhos não precisam saber. Mas tem hora que tenho que falar, porque se não ela fica chamando, gritando. Outra coisa é por exemplo ela pede para eu fazer uma coisa, tipo lavar louça, dai daqui a pouco manda eu parar tudo que estou fazendo e pede para eu trocar o lixo, dai pede pegar uma coisa da geladeira para ela, e então pede para ir na minha vó resolver algo com ela, ajudar com o celular. Ai eu esqueço de tirar o pó dos móveis e ela briga dizendo que sempre tenho que esquecer algo.E ela não só assim comigo. Ela tem um pouco disso com os outros na hora da raiva. E uma colega minha falou que o mal da minha mãe é falar qualquer coisa achando que os outros vão aceitar, que uma hora vão falar umas verdades para ela. E tem possibilidade dela gritar, brigar com alguém e mesmo esse alguém estar errado, partir para cima dela, dar um tapa nela. A gente não pode ir nessa de achar que as pessoas, mulheres ou homens não vão nos agredir se formos grossos, gritar. Não dá para achar que que o homem não vai revidar gritos e agressões, bater na mulher porque em mulher não se bate, por questão moral, ética, do homem ter força superior. Até porque sei que tem mulheres que fazem de tudo para provocar o homem, agride e depois quando são agredidas, se fazem de vítimas. Claro que revidar não é certo, até porque na bíblia diz sobre isso. Mas ninguém é santo, consegue cumprir todos os mandamentos, seguir a risca, não cometer erros. Mas legítima defesa é diferente e pelo que já vi na internet, o homem ao precisar usar força para repelir agressão, se comprovado legítima defesa, ele não responderá . Não digo que não temos momentos felizes, temos sim, mas é uma montanha russa. É difícil ter independência tendo esses transtornos e viver em um lar assim desde criançaMas ela mesma briga com minha vó, discuta. É hipocrisia ela esperar isso de mim, quando ela não faz o mesmo. Acredito que possa ter transtorno de humor envolvido, já que já tem histórico de transtornos mentais, transtornos de aprendizagem na minha família. Minha vó é complicada porque nada tá bom para ela, reclama de tudo, não aceita que que é idosa, que com o tempo só vai a força, independência diminuir. Ela tem muita vaidade, quer ficar fazendo receitas que vê na internet para pele e cabelo. Minha mãe mesmo foi ao ministério dizer que não está aguentando cuidar, sem nenhum apoio e o juiz determinou que ela não pode ficar sozinha, mesmo querendo, que precisa de uma cuidadora, que não pode ficar tudo para minha mãe. Infelizmente só minha mãe e meu tio está vivo e ele tem problemas de saúde, problemas cardíacos e mais outras coisas. Já os netos não são presentes, mas ela também nunca foi daquela vó estereotipada, que mima os netos, cozinha, faz bolos, doces e quase meio obriga eles a comer kkk. Ela não gosta que entrem na cozinha dela, usem o fogão, sujem algo, porque ela sempre teve meio que neura por organização, limpeza. Quando vem parentes passar feriados, fins de semana, ela quer que minha mãe acomode eles na nossa casa, que prepare tudo para eles.Minha vó contribui com recursos financeiros aos poucos, mas quer que minha mãe cuide de tudo, banque os gastos, mas minha vó tem renda própria, tem condições financeiras. Ela só quer deixar as economias guardadas. Tem isso na lei do filho ser obrigado a bancar tudo, mesmo os pais tendo recursos E ela também é hipócrita, mente, faz e fala algo e depois diz que não falou. Para os outros de fora ela paga de boa. Mas se ela gostar muito de uma pessoa e uma coisa a pessoa dizer algo que ela não goste, não concorda, já pega a pessoa para cristo. Quem acha que minha mãe que é ruim, que não cuida da minha vó, se pegasse ela para morar com ela, dentro de semanas, menos de 2 meses, já iriam querer ´´devolver´´ Como lidar com isso? Que estratégias usar. Eu moro sozinho em outra cidade porque faço faculdade, mas venho passar as férias, porque fico muito sozinho, não tenho muitos amigos. L.

Resposta da Sú:

Hello, L.! Graça e paz. Tenho três coisas para sugerir.

1 – Mantenha seu tratamento em dia com acompanhamento psiquiátrico, medicação e terapia. Sem isso, nenhuma das outras coisas na sua vida vai fluir! Pode até parecer que você está “se virando”, mas eu lhe digo por experiência própria que, algumas questões, a gente não administra sozinha. Portanto, leve seu tratamento muuuuito a sério, ok?

2 – Procure diálogo claro e objetivo com sua mãe. Diga para ela que, em razão das suas questões de neurodiversidade e dos transtornos que você tem é essencial estabelecer uma rotina de horários e tarefas. Você pode ajudar na casa, sim, mas tudo tem que fazer um cronograma com as tarefas e com o momento em que você vai realizá-las. Não é para dizer para você fazer uma coisa e, depois, interromper e pedir para fazer outra e, então, aumentar as exigências, criticar, etc. Isso deixaria qualquer pessoa maluca e, para uma pessoa com TDAH e outras questões, isso é absolutamente insustentável. Quando você for passar tempo com sua mãe, assim que chegar, sente com ela e faça uma lista das tarefas que ela gostaria que você realizasse a cada dia. Se a lista parecer exagerada, diga o que você está disposta a fazer. Avise que você não vai realizar tarefas que ela “inventar” ao longo do dia e que você não pode ter interrupções. Aproveite para conversar sobre respeito mútuo. Sim, você deve respeitar sua mãe, mas ela também deve respeitar você no modo de falar e tratar você. Isso também vale para sua avó.

3 – E, se esse esquema de diálogo, cronogramas e listas não funcionar, distancie-se. Sim, eu sei que afastar-se de sua família parece algo cruel, mas às vezes é necessário para manter sua saúde mental, para manter um relacionamento respeitoso entre vocês e até para que, no futuro, você tenha energia para cuidar de sua mãe quando ela precisar. Evite passar períodos longos na casa dela (um fim de semana, três ou quatro dias no máximo). Se ela começar a provocar brigas e discussões, levantes e saia para dar uma volta. Simplesmente remova-se fisicamente da situação. Repita isso sempre que necessário. Sim, eu entendo que é difícil lidar com a solidão, mas ir visitar sua família só para passar raiva não melhora em nada a sua situação. Se você não fizer nada, com o tempo a tendência é essa situação piorar.

Portanto, cuide de si mesma, procure estabelecer limites com sua mãe por escrito e, se isso não resolver, distancie-se e limite o tempo que você passa com ela.

A escolha é sua, amiga. Que Deus lhe dê forças e assertividade para fazer o necessário e sair desses ciclos que fazem mal para toda a sua família. Bom começo de ano e até a próxima!

Kisses,

Su

Pergunte a Su
  • Postado por Susana Klassen
  • Dia 10/01/2026
  • Às 13:50
  • Tags: diálogo, diálogo com a mãe, família, limites, mãe, neurodiversidade, relacionamento, saúde mental
Susana Klassen

Susana Klassen

Susana Klassen traduz literatura cristã e escreve textos didáticos e paradidáticos para adolescentes. Leitora ávida de ficção, fã do U2 e mochileira em aventuras com seu marido/melhor amigo, Vander. Crescendo com Deus e com os irmãos na comunidade de Cristo.
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