Hello, H.! Primeiro, parabéns por tirar sua carteira! Segundo, é importante você saber que muuuuuita gente que dirige passa por situações como a que você descreveu. Faz parte do aprendizado e, por vezes, acontece com motoristas experientes também em um momento de distração ou quando se tornam excessivamente confiantes.
Eu sei o quanto é difícil dirigir com medo e como essa insegurança pode ser prejudicial até para nossa atenção e nossos reflexos. Em contrapartida, um pouco de “medo saudável” é importante ao dirigir, pois faz com que sejamos prudentes e não nos tornemos inconsequentes. Faz com que pensemos mais nos outros, coisa que está muito em falta no trânsito e em outras áreas da vida.
Só porque você voltou a ter medo como no começo, não significa que suas habilidades são as mesmas de sete meses atrás. Ao longo desse tempo, você aprendeu uma porção de coisas e pegou prática. Isso não se apaga com um incidente como esse (que, como eu disse, faz parte da vida de toda pessoa que dirige). Lembre-se disso ao sair de carro novamente. Você está progredindo, está aprendendo, e esse incidente é parte normal desse aprendizado. Não dê ouvidos a quem diz algo diferente (ou a quem fala “nunca aconteceu comigo”).
Uma coisa prática que você pode fazer é se matricular em uma autoescola especializada em ajudar motoristas habilitados. Essas autoescolas existem para pessoas na sua situação e têm instrutores preparados para ajudar de modo específico. As aulas extras permitiram que você desenvolva mais autoconfiança e se sinta mais segura. A meu ver, é um investimento que vale a pena.
Você também pode considerar a possibilidade de uma psicoterapia de curta duração para tratar especificamente desse medo (uma terapia cognitivo-comportamental, por exemplo). Não é pra lidar com trauma de infância ou coisas desse tipo, mas pra desenvolver estratégias práticas para esse momento. Esse é outro investimento que pode valer muito a pena.
Lembre-se de que nós temos um Deus que está conosco o tempo todo, em todo lugar, ou seja, ele está com você quando você dirige. Ele se importa profundamente com essa situação e pode lhe mostrar recursos e maneiras de atravessá-la. Ore sobre isso, peça ajuda de Deus. Busque recursos práticos e confie que ele sabe de todas as suas necessidades – inclusive a necessidade de dirigir.
E se, por acaso, dirigir não for realmente uma necessidade ou um forte desejo seu, mas apenas algo que você acha que tem fazer porque outros fazem (ou uma imposição social ou familiar), lembre-se de que você tem liberdade de não dirigir. Em muitos casos, existem alternativas – algumas delas até mais economicamente viáveis e práticas do que manter um carro.
Continue a conversar com Deus sobre isso e confie que ele vai lhe mostrar o que fazer daqui pra frente.
Até a próxima!
Kisses,
Su