Olá Su! Tudo bem? Me chama de L. E torço pra você me responder rápido! Bem, é o seguinte, a quarentena me fez questionar umas coisas e dentre elas minha sexualidade. Sou hetero, e sempre me identifiquei como tal. Mas esses dias me veio o “e se eu for lésbica?” “E se eu for bi?” Então com tantas perguntas acho que fiquei tão encucada que estou com medo de ter começado a olhar diferente pra uma amiga! E agora o que faço? Eu olhei seu blog sobre e não quero viver com essa atração, talvez nem se quer seja, mas estou com medo, algo formiga na minha barriga sempre que penso sobre. E outra, talvez seja medo, e se eu não achar o rapaz dos meus sonhos? Se nenhum rapaz gostar de mim? Nunca namorei e só sofri frustrações amorosas. Já orei, mas tem o ditado que diz “o que for pra ser será”, mas sinceramente não quero que tudo seja com uma garota e muito menos com essa amiga. Desculpa se sair meio confuso, estou desesperada! Me ajude por favor! L.

Graça e paz Su. Hoje a pergunta é sobre senso estético. Um garoto comentou no YouTube que dizer que a beleza é relativa é meio que hipocrisia. Ele disse que o cérebro tendem a sentir atracao por rostos simétricos, pois é um mecanismo da evolução, para que se perpetue descendente mais saudáveis. Ele disse que beleza é agradável, proporciona prazer. Basicamente ao ver dele, beleza tem fundo genético. Qual deve ser minha posição a isso, é de acordo com a bíblia? Kisses. L.

Quero agradecer a Deus por ter encontrado esse blog é à vc por ter tratado o tema da sexualidade sem o peso da acusação e sim, com esclarecimento e aconselhamento cristão saudável. Sou adulta e me masturbo com regularidade desde os oito anos. De tempo em tempo tentei parar, sem sucesso. Por vezes, ficava bem grilada com o assunto, mas nunca consegui largar embora esse meu ato, à princípio, na grande maioria das vezes não estivesse diretamente relacionado a conteúdo erótico ou coisa assim, mas veio da descoberta do prazer simplesmente. Por não ter uma aparência muito bonita (e uma autoestima não muito alta) não me abri pra me relacionar com ninguém durante toda a minha adolescência e a minha vida adulta; acredito que talvez essa prática também tenha me “auxiliado” nesse processo (pensava que se não precisava de ninguém para ter prazer sexual, pra que sofrer os desgastes de ir atrás de um relacionamento que não vinha naturalmente?) Pensava também no constrangimento; faço parte da igreja desde pequena e me batizei na adolescência; ficava pensando que isso não condizia com a vida cristã, mas que em algum tempo iria superar, largar, enfim… era uma culpa que me afastava de me masturbar por um tempo, depois já estava fazendo de novo e de novo… Hoje em dia, fui acometida de uma doença ginecológica autoimune chamada liquen escleroso e o ato de coçar, por conta da enfermidade facilmente me leva a prática de novo, que por vezes alivia o sintoma. Nunca conversei com ninguém a respeito e agradeço o espaço para o desabafo. S.