Olá su, graça, e paz Então, como você sabe eu tenho muitos problemas de organização, rotina, foco e na vida espiritual. Eu estava pensando, se eu começasse a horar a noite todos os dias por uns 5 minutos, se para Deus seria suficiente? Claro que não seria tipo, só falar com ele nessa hora, mas sim que seria 5 minutos específicos todo dia para construir um hábito, enquanto no dia-a-dia, eu poderia orar em pensamentos, por exemplo, pedir proteção, que nada venha me atingir enquanto eu caminho, e louvar engradecer pelas árvores, plantas, flores que eu vejo na caminhada, ver os carros, prédios, casas bonitas, louvar por ele dar capacidade para as pessoas criarem as mais diversas coisas, até que gradualmente, eu aumente o tempo de oração. Eu sei nada adianta orações longas sem entrega total, sem qualidade, mas também não tem sentido digamos 5 minutos na presença de Deus e passar horas na tv, celular.Outra coisa, como aprender a dizer não, impor limites?Por exemplo tenho aquela amiga, colega que as vezes fica vindo muito aqui em casa e fora o que eu já te disse sobre ela, tem outras coisas que começou. Por exemplo se ela vem terça e fica na sexta, na segunda, outra terça, quer vir de novo, toda semana. Eu sei que ela se sente sozinha, mas também acho que é folgada e minha mãe diz que ela fica vindo aqui também para aproveitar da comodidade, das coisas que tenho.Vou dar um exemplo: Eu tenho bicicleta elétrica e toda vez que ela vem pede emprestada, e eu acabo emprestando por não saber dizer não e umas duas vezes, quando ela foi embora, ela queria ir na minha bicicleta e e que eu fosse na dela só ate ela chegar na casa dela. dava desculpa de a mochila dela é pesada, que ela tá com dor no corpo e não consegue pedalar a bike normal e eu trouxa, acabo aceitando e a bicicleta dela é muito desconfortável para mim e a casa dela é longe para caramba. A minha tem acelerador e enquanto ela vai de boa, confortável com a minha, eu vou na dela, que é dura. Se minha mãe soubesse disso, ela surtava com razão, porque ela pagou a bicicleta para mim e não para os outros.Muitas vezes acabo ensaiando que vou dizer não, mas acabo cedendo e também porque mesmo sendo educada, ela meio que me vence pelo cansaço e quando realmente sou firme, ela fica emburrada, insistindoO que você faria no seu lugar? Você acha que ela está me explorando, se aproveitando de mim, mesmo que seja sem má intenção. Ela é uma pessoa boa, só que folgada, é bom conversar com ela de vez em quando, ficar um tempo, assistir um filme.Como eu preciso melhorar minha vida, crescer, tenho meus próprios problemas pessoais, preciso evoluir. Coisas que não tem nada a ver com ela, mas que preciso de um tempo só para mim.Kisses. L. Susana Klassen 23 de maio de 2026
Oi de novo, Su. Então minha mãe veio passar alguns dias aqui comigo e tivemos brigas, mas eu realmente dei muita razão para acontecer, tipo minha casa tava uma zona, etc… Mas mesmo depois de que limpamos, arrumamos tudos, ainda tem discussões diárias. Embora eu possa ter parcela de responsabilidade, ela briga por tudo. Como tenho tdah, tenho tendência falar demais e isso incomoda ela, ela diz que eu encomprido o assunto, que ela está estressada, ocupada, não quer saber. Só que quando é ela quer conversar, tenho ficar ouvindo por horas. As vezes ela liga da cidade dela e fica falando uns 20 minutos desabafando sobre os problemas dela. Eu tenho problemas de fala, gaguejo, não falo bem, e ela fica criticando, brigando, fazendo chacota. E na adolescência, juventude, mesmo quando eu fazia as coisas, se algo acontecia com ela, problemas pessoais, ela descontava em mim, gritava. Se algo quebrava em casa, ela já me acusava, me fazia dizer que foi eu. Tudo bem que sou meio desastrada, mas sempre que quebrava algo, eu era a primeira suspeita. E quando eu toco em algo e já quebra ela diz que eu tenho mão pesada, mexi de qualquer jeito. quando eu levava um tombo, tropeçava. ela já falava que é porque eu sou desastrada, ando de qualquer jeito, sou atrapalhada, avoada. Vou assumir, e dizer que sei que preciso mudar muito, mas nas brigas ela fica falando alto, gritando e não gosto quando eu falo também. Na hora da raiva diz que vai me bater, que os vizinhos vão ver e ouvir. Muitas vezes em pensamento, eu digo, dá vontade de falar: Tudo bem, pode me bater, os vizinhos também vão ver e ouvir eu batendo de volta ou dizer dá na minha cara, que eu torço seu braço para trás, pode me deserdar, chamar policia, tô nem ai..Tem dias que felizmente está tranquilo. Como melhorar. Se precisar sei que tenho que me afastar, mas não quero que seja permanente e sei que nos amamos, mas precisamos de ajuda profissional. L. Susana Klassen 23 de maio de 2026
Oi de novo, Su. Espero não estar incomodando por mandar mais mensagem.Queria pedir um conselho. Tenho pensado muito sobre tirar carteira de habilitação, mas tenho receio por causa das minhas dificuldades de atenção, ansiedade e noção espacial. Uma colega minha que dirige e pilota moto fala que eu só vou saber se consigo ou não tentando fazer a autoescola. Eu entendo isso, mas às vezes sinto uma pressão como se todo mundo tivesse que dirigir, e isso me deixa confusa.Também estou esperando consulta com psiquiatra por causa do TDAH e talvez iniciar um tratamento melhor futuramente, então penso que talvez eu possa melhorar algumas dificuldades.Outra coisa é que gosto de séries policiais e investigativas, principalmente Criminal Minds e Law & Order: Special Victims Unit. Elas têm episódios com reviravoltas surpreendentes e histórias que prendem muito, mas também abordam crimes pesados, violência e abuso. Como tenho pensamentos obsessivos e ansiedade, comecei a pensar se talvez isso possa estar fazendo mal para minha mente ou alimentando meus medos.Já séries como Chicago Med, Chicago Fire e Chicago P.D. eu sinto que são mais leves para mim, mesmo tendo drama e ação, então acredito que talvez não me façam tão mal.Também tenho dificuldade para estudar por causa do barulho e das interrupções em casa. Tenho um fone InPods (acho que esse é o nome), mas só um lado funciona e no momento não posso comprar outro, então isso dificulta um pouco mais.Queria saber sua opinião e que conselho você me daria sobre tudo isso.Graça e paz. L. Susana Klassen 23 de maio de 2026
Oi, Su! Há alguns meses estive aqui falando do meu namoro, que somos pessoas muito opostas, e tô aprendendo a lidar com isso!Mas agora o que está me afetando é que ele disse que não gosta do jeito da minha família (minha família é daquelas que fala alto, nosso jeito bem animado, puxei 100% a eles)!!! Claro que a gente vive em adaptação e eu faço de tudo pra me acostumar com o jeito dele, e ele com o meu. Mas dizer que não gosta do jeito da minha família foi um cúmulo pra mim :(sempre peço conselhos aos meus pais referente ao meu namoro, mas não tenho coragem de dizer o que ele falou. por isso estou aqui. o que eu devo fazer? já pensei tanto em terminar por nós dois sermos diferentes. L. Susana Klassen 16 de maio de 2026
Olá, Su! Graça e paz! Esse texto vai parecer mais um desabafo do que uma pergunta, mas vamos lá. Sabe, ando pensando muito em como a forma que os meus pais me criaram me afetou, principalmente a minha mãe. Fico incomodada quando meu pai fala para os outros que ele e minha mãe nunca me bateram; ele sabe muito bem que é mentira (ele já me deu um tapa na mão e minha mãe costumava me bater com as mãos ou a famosa sandália/chinela). Quero pontuar algo (serei sincera. Não sou só eu que digo isso, mas todos que me conhecem): sempre fui uma criança muito tranquila e obediente. Mas o que causou maior impacto não foi essa questão do uso de tapas e chineladas para “educar”, foram as palavras e ações. Meus pais ( em especial, minha mãe, já que o número de vezes em que ela fez isso é BEEEEMMM maior do que as vezes que meu pai fez) falavam e falam/faziam e fazem coisas que machucam e não pedem desculpas, mas acham que estão certos e que eu estou sendo ingrata. Vou dar uns exemplos. 1)Certa vez, quando meu pai era líder de uma congregação, houve uma dinâmica no fim do culto, pois era dia dos pais. Houveram perguntas bíblicas para os pais ganharem doces. Em uma pergunta, minha amiga da época me perguntou qual era a resposta (éramos crianças, entre 10 e 11 anos) e eu falei pra ela. Mas aí, ela falou pra outras meninas e perceberam que estavam soprando as respostas. Do púlpito, NO MICROFONE meu pai perguntou se era eu quem estava soprando a resposta, e disse que quando chegássemos em casa, IRIA ME DAR UMA PISA. Foi uma brincadeira de péssimo gosto. Depois que o culto foi encerrado, meu pai fez uma reunião com um grupo de louvor na igreja. Eu fique muito triste, envergonhada e com medo devido ao que ele falou. Fiquei sentada em um banco em um ponto de vista das costas dele. Estava quase tendo um treco tentando engolir o choro; encostava os braços no banco da frente, abaixava a cabeça e chorava. Ele só me pediu desculpas há cerca de 2 ANOS porque EU PRECISEI FALAR COM ELE SOBRE ISSO, já que aquele acontecimento não saía da minha cabeça. Nesse dia, quando ele me pediu desculpas, antes de falar com ele, falei com minha mãe, perguntei se ela lembrava. Ela me chamou de fresca, sensível e disse que eu estava muito apegada ao passado. 2) Quando a casa onde moro estava sendo construída, eu comecei a brincar com a filha e a sobrinha da vizinha. Mas um dia, nos desentendemos por um motivo bobinho de criança. Acho que me chamaram de alguma coisa. Enfim, saí correndo e tropecei em nas britas. No caminho de volta para a casa onde morávamos, começei a chorar (por causa da dor da queda e o desentendimento com as meninas). Meu pai também reclamou comigo nesse dia, mas minha mãe falou algo que me marcou: que meu choro é irritante, que ela odeia esse som e que era estranho, pois eu parecia rir e chorar ao mesmo tempo (hoje eu sei que ela disse a última coisas devido aos soluços. Eu soluço bastante quando choro). Esse é um dos epsódios em que fui ensinada a engolir o choro. Nunca adiantou; Deus me fez meio chorona mesmo kkk 3) Uma vez, uma filha de uma ex-vizinha veio brincar aqui em casa. Em um momento ela começou a me ofender, falando que meus olhos eram feios e que eu parecia um fantasma. Fui contar pra minha mãe achando que ela iria me defender, mas ela começou a gritar comigo e a concordar com a menina; disse que meus olhos eram mesmo muito feios e que de fato pareciam os de um fantasma. 4) Mais dois acontecimento da infância: eu devia ter uns 9 anos. Não lembro como começou esse epsódio, mas minha mãe estava gritando e brigando comigo. Como já falei, minha mãe se irrita quando eu choro e quer que eu engula o choro. Pela primeira vez na vida, consegui fazer o que ela queria: engoli o choro e não chorei. Ela ficou ainda mais brava e, só porque não chorei pela primeira vez, ela me chamou de cínica e SOCIOPATA. Poxa, eu era só uma criança, sabe? Quando eu também devia ter uns 9, 10 anos, não consegui lavar a louça tão rápido quanto ela queria. Aí ela começou a reclamar e falou que era bom que eu crescesse e MEU MARIDO ME DESSE UMA SURRA/PISA. 5) Na infância, tive um problema chamado puberdade precoce. Meu cabelo sempre foi bem liso, mas depois que essa questão de saúde começou, ele mudou e hoje é um 2C-3A. Minha mãe acha que a culpa é toda do tratamento que fiz, mas, embora eu acho que isso pode ter influênciado, poder ser que a mudança de curvatura teria acontecido na adolescência mesmo se eu não tivesse tido puberdade precoce. Enfim: quando o cabelo começou a mudar e ficar cheio, minha mãe correu para usar botox nele e deixá-lo liso. Não vou mentir, durante um tempo, gostei de ter o cabelo liso, mas depois, eu “gostava” porque tinha medo de ficar feia sem ele, de não saber cuidar e outras coisas. Passei pela transição capilar. Minha mãe não concordou tanto assim na época. Ela já me disse que me prefere de cabelo liso porque fica mais natural em mim. Um dia, de manhã, ela começou a brigar comigo por causa do meu cabelo. Ela queria que eu alisasse, ou melhor, ela disse que ELA IRIA ALISAR. Ele já estava bem enroladinho, mas ela insistia que meu cabelo era liso e que ela ia alisar meu cabelo. Fiquei assustada por ela estar gritando e pelas coisas que ela me disse e começei a chorar. A coisa piorou e ela continou surtando, insinuando que meu cabelo só iria ficar bonito se eu fizesse isso, entende? Chorei muito. Depois, ela ficou fria (isso acontece com frequência em momentos acalorados dela. Ou isso ou ela continua furiosa me provocando de tempos em tempos. Ex: se ela brigou comigo às 08:00, às 08:05 ela solta: “Porque vc é assim, né, A.?” e começa render assunto. Isso acontece mais de uma vez em dias como esse). 6) Existem vezes em que ela não respeita minha personalidade, problemas e interesses. Sou uma tímida introvertida e ela é MUITO extrovertida. Há momentos em que ela quer fazer pressão pra eu interagir, e quando fico mais na minha perto de quem não conheço ou não tenho intimidade, ela reage como se eu fosse uma menina chata e mal-educada. Ela já me perguntou se sou um bixo do mato por causa disso =/ . Minha timidez me causa ansiedade, e quando eu falava para os meus pais que queria não ser tímida, eles soltavam ” Então é só não ser”. Enfrentei umas questões com baixa auto-estima que estou tentando melhorar. Uma vez, falei pra minha mãe como isso estava me afetando; ela rebateu:”É só você segurar uma enxada, capinar e num instante essa baixa auto-estima passa”. Já tive uma crise de ansiedade devido à minha validação acadêmica, mas nunca contei. Minha mãe sempre miniminiza questões psicológicas, fala das pessoas com ansiedade e depressão como se elas estivessem em pecado e distantes de Deus, além de acreditar nessas teorias loucas de que certas comidas e tela geram autismo e TDAH (“antes das vacinas isso não existia!”). Uma vez ela falou pro meu pai que o autismo devia ser causado por demônios que pussuíam as crianças, mas ainda bem que ele discordou kkkk. Quando eu decidi que queria ser psicóloga, ela mandava indiretas pra mim: colocava vídeos de um pastor no youtube que acredita que a psicologia é diabólica, que neurodivergência e transtornos mentais são mentiras criadas pelos psicólogos/psiquiatras, etc… Ela colocava em volume alto vídeos em que ele falava coisas como essas. Ainda tive que escutar se eu queria mesmo cuidar de “gente doida”. De um tempo pra cá, ela se conformou com a minha escolha, mas tem o mesmo pensamento sobre questões mentais. Eles não teriam condições de pagar terapia pra mim, mas a questão é que eles não se importam e não dão importância pra isso.Quando meu pai sofreu um acidente e precisou fazer fisioterapia, ela entrou em uma fase de insistir que eu deixasse o sonho da psicologia e me tornasse fisioterapeuta só por questões de salário e porque ELES achavam uma profissão boa. “Você vai trabalhar pouco pra ganhar muito” :/ . Meus pais sempre iam juntos para as sessões de fisioterapia. Um dia, eu fiz uma pergunta a minha mãe relacionada a ida deles naquele dia. Ela me respondeu e eu fui para o quarto. Assim que cheguei lá, ela veio quase correndo (literalmente!), apontou pra mim e, com o semblante completamente mudado e transtornado, ela disse que era minha responsabilidade ir com meu pai; eu que tinha que ir com ele no ônibus e ficar lá com ele. Ou seja, eu não fiz NADA de errado e, do nada, o humor dela mudou e ela surtou! 7) Não gosta de me ouvir falar sobre meu futuro e vida escolar, mas quer meu dinheiro quando eu for adulta. Eles sempre falam que o objetivo dos meus estudos é dar uma vida melhor pra eles. Por favor, não me interprete mal, mas é como se minha profissão girasse em torno disso. Quando desabafo sobre as preocupações sobre os estudos, ela se irrita, faz cara feia, diz que só sei falar disso, que só penso nisso e que é irritante, etc… Agora, me trata assim, mas quer ser sustentada por mim quando eu crescer. Tem lógica nisso???? 8) Tive uma criação meio superprotetora. O que aprendi na idade Y, deveria ter aprendido na idade X. Logo, hoje, eu não sei fazer coisas que outros adolescentes sabem. Travo na hora de escolhar, frutas, verduras e legumes pelo aspecto, por exemplo. Não sei cozinhar muita coisa. Minha mãe já me colocou pra frazer strognoff no ano passado, mas não lembro da receita. Tenho dificuldade em lembrar de listas grandes, comidas com muitos ingredientes. Já me ensinaram a costurar, mas perdi a prática e esqueci como fazer isso.Só sei pegar o ônibus pra ir e voltar da escola enquanto vejo adolescentes indo ao shopping sozinhos. É, eu sei que pareço (e talvez, eu seja) meio burra e lerda, mas não sou a culpada ou vilã da história. Quando você deixa sua filha dentro de uma bolha e espera que, de repente, ela já saiba tudo o que não a ensinaram, o resultado não vai ser nada bom. Estou disposta a aprender, mas minha mãe grita, me humilha e me faz chorar quando cometo erros. Por isso deixo de fazer umas coisas: por medo da reação dela quando eu errar. Esse mês, antes de eu ir pra escola, ela me disse que queria que eu comprasse batatas na volta. Me perguntou se eu iria saber selecionar e fiquei acanhada. Quando ela disse “batata”, pensei na batata amarela e tals (sei que existe a doce, por exemplo, mas sabia que não era essa que ela queria). Aí, ela falou algo que bugou meu cérebro: “Tem a batata e a batatinha. Quero a batatinha.” Sempre achei que fosse tudo batata kkkk (rindo pra não chorar). Aí ela desistiu e disse que não era pra eu comprar pra ela não se estressar. Ficou um clima pesado, e do nada, ela começou a me humilhar, falando várias coisas (“você já deveria saber isso e mais!”, “quero saber como vai ficar quando eu morrer!” ” A minha situação tá ruim, não?!”, “você parece uma criança!” etc…). Eu começei a chorar e, porque eu chorei, ela queria ME PROIBIR DE IR PRA ESCOLA NESSE DIA! Ficou me perguntando porque eu estava chorando. Depois de tudo o que ela disse, o motivo era óbvio! Implorei pra que ela me deixasse ir, mas ela só negava. A vizinha a chamou e implorei outra vez. Ela apontou pra mim e falou “Cala a boca!!!”. Assim que foi até a vizinha, ela se transformou!!! O tom de voz mudou: “Oiii, tudo bem???” e ficou brincando com a filhinha da vizinha. Quando voltou, se transformou de novo: o sorriso sumiu e voltou a ser exatamente como antes da vizinha chamar. Ela abriu um sorriso debochado e perguntou OUTRA VEZ por que eu estava chorando. Pedi outra vez para ir pra escola. O sorriso de deboche sumiu e ela gritou: “VAI!!!” “Vai chorar no caminho, é?!”. Sim, fiz isso: chorei no caminho até a parada de ônibus. Na escola, sorri, aprendi e tive paz. Quando cheguei em casa, o clima ainda estava horrível. Queria ser jovem aprendiz pra ter meu próprio dinheiro e ajudar em casa, mas se minha mãe já me trata assim quando erro, imagine os superiores em uma empresa?!!! Fico procrastinando pra não fazer um curso pra colocar no currículo :( Uma vez, meus pais me chamaram pra conversar. Falaram que ficam com medo de como vou tratá-los e se vou sustentá-los quando forem idosos. Minha mãe citou um vídeo em que uma ADULTA comprava a feira do mês (comida) pros pais dela. Ela (minha mãe) falou que eu já deveria estar fazendo isso!!! Como ela espera que uma adolescente de 13 anos (era minha idade na época), sem um centavo no pix sustente a casa?! 9) Minha mãe é de Sergipe e veio de lá quando casou com o meu pai. Toda a família dela continua lá até onde sei (bom, menos meu tio, que vive no RJ). Esse mês, meu tio, minha avó e minha bisavó vieram pra cá, e as duas estão ficando aqui com a gente. Tem sido uma agonia pra mim. Eu cresci longe delas; é como estar com 2 estranhas dentro de casa! Tô perdendo a paz e o sossego. Elas estão dormido no meu quarto (na minha cama de casal) e na teoria, era pra eu estar dormindo lá também (na minha cama de solteiro). Mas elas fazem um carnaval pra ir no banheiro e comer de madrugada! Meus pais deixam a luz da cozinha acesa de noite até o dia seguinte por causa delas. Quando elas levantam de madrugada, fazem barulho, deixam a porta escancarada e deixam a luz entrar e bater bem onde fica a cama de solteiro, etc… Não aguentei passar mais de duas noites com elas e pedi a minha mãe pra dormir no quarto dela. Ela ficou irritada e disse que não, porque elas iriam pensar que estavam incomodando. E elas estavam fazendo o que, então?! Graças a Deus estou dormindo no quarto dos meus pais. Essa semana, minha mãe falou pro meu pai diminuir o volume do computador dele (onde ele estava estudando e já estava baixo) pras visitas dormirem. Fiquei com pena, coitado. Para o bem ou para o mal, elas estavam dificultando o meu sono, mas eu não podia falar nada. Agora, a gente tem que zelar pelo bom sono delas. Um dia desses, já dormindo no quarto dos meus pais, me levantei pra ir ao banheiro de madrugada. A tranca desse banheiro não funciona tão bem. Eu estala lá, urinando e do nada minha bisavó entra com tudo no banheiro. Aí podem pensar “Ah, mas a porta não estava trancada”. A questão é que ela não encostou a porta e me esperou sair, mas FICOU ME ENCARANDO ENQUANTO EU URINAVA E ME LIMPAVA. Tentei encostar a porta, mas ela continuou segurando. Minha avó já tentou invadir meu banho pra pegar algo dentro do banheiro, mas a fechadura funcionou dessa vez e não deixou ela entrar. Poxa, cadê minha privacidade???? Ela (a bisavó) fica perambulando pela casa feito alma penada e me encara por muito tempo. Fico MUUUUITO desconfortável! Minha avó não se toca que não temos intimidade nenhuma. Ela fica querendo me agarrar, abraçar e beijar. Repito: fico visivelmente desconfortável!!! Hoje mesmo, ELA DEU UM TAPA NO MEU BUMBUM e ficou rindo falando que era igual ao da minha mãe. Olhei pra minha mãe com cara séria pra mostrar que fiquei SUPER sem graça e odiei a brincadeira, mas ela ficou rindo. Esse povo não se toca???!!! Outra coisa:ficam mexendo nas minhas coisas! Não gosto das pessoas mexendo nas minhas coisas sem permissão, ainda mais meus livros. Dei um vacilo, a bisavó ficou bisbilhotando meu livro em um dia, e no outro, meu livro de devocional!!!! (Que é o seu. É uma benção, a propósito). Hoje, minha avó ficou olhando minha bíblia. Como minha bíblia e devocional tem anotações, a sensação é de que duas estranhas leram meus diários. Devido a minha puberdade precoce, tenho problemas relacionadas à menstruação (irregularidade, dura mais do que uma semana e já tive 2 casos de hemorragia). Minha mãe anotou quando desceu pela última vez, cor, etc… em um caderno. E aí, lá vai a minha bisavó pegar o caderno e ficar lendo tudo. Minha mãe falou que eu DEVERIA estar conversando bastante com minha avó e tals. Mas eu não vou e nem quero fingir ter uma intimidade que não tenho. O único que não tá me forçando a nada ATÉ AGORA é o meu pai. Deus sabe que estou contando os dias pra elas irem embora. Ano que vem, pode ser que minha avó fique de novo aqui, só que com meu avô ao invés da minha bisavó. Vou passar por toda essa agonia outra vez. Sei que ficou muito grande, mas eu precisava desabafar e preciso de conselhos. Amo minha mãe, mas as palavras e ações delas machucam muito. Meu pai sempre diz que ele e minha mãe são as únicas pessoas que querem o meu bem, e acho essa fala bem problemática. Minha mãe nunca pede desculpas (“Eu fiz isso, mas eu tive um passado assim,assim e assado”, “eu fiz isso, mas você é assim e assim”). Infelizmente, como já falei em outra pergunta (não sei se lembra, mas sou a menina que queria permissão pra ler/assistir Harry Potter), diálogo não é opção aqui em casa. Ah, e só para deixar claro, minha avó e bisavó não possuem condições com demência nem nada do tipo. São muito lúcidas em relação ao certo e errado. Como lido com esse jeito da minha mãe? Como me viro em relação às feridas emocionais e os traumas? Como me torno mais independente (em relação ao tema dos efeitos da superproteção)? Estou errada sobre meus pais e parentes ou sobre isso tudo? Como faço pra conviver e aguentar até elas irem embora??? Um abraço bem apertado>>> A. Susana Klassen 9 de maio de 2026
Eu quero muito perder a virgindade com uma menino da minha sala porém ele é feio e bem esquisito porém ele é um amor de pessoa e educado,descobri que ele gosta de mim,eu também gosto dele só que no sentindo sexual não no romântico. O que eu faço? J. Susana Klassen 9 de maio de 2026
Oie, escrevo aqui como um pedido de ajuda. Vou resumir minha história. Fui abusada quando era criação (não chegou a ter penetração pela graça de Deus, contínuo sendo virgem). Como fui abusada, cresci como desejo íntimo sexual, desde de criança eu masturbo e assisto pornografia. Porém aceitei Jesus aos 15 e deixei esses pecados, caia uma vez ou outra porém me manti intriga por muito tempo. Quando fiz 26 arrumei um emprego e o papo das mulheres que trabalhavam comigo eram sobre sexo, acho que isso acabou estimulando minha carne. Apesar de continuar virgem, eu voltei a procurar por filmes e animes com conteúdo erótico e me mastubava. E agora livre da pornografia, eu sofro com a masturbação no meu período fértil. Todo período fértil eu fico excitada, mesmo fugindo e indo para sala eu sofro com isso, e as vezes acordo no meio do sono e me masturbo por 1 minuto e depois recupero a consciência e paro, choro e fico mal. Me sinto indigna de Deus, esse ano 2026 estou mais tranquila. Porém, me sinto frustrada, pois sou solteira, queria casar para poder me aliviar e deixar esse pecado terrível de lado, mas nem marido o senhor me manda. Me orienta por favor. Até orar para o senhor tirar minha libido eu já orei. Odeio esse pecado. Me ajuda! D. Susana Klassen 4 de maio de 2026
Oi, Su! Espero que você esteja bem! Faz tempo que não apareço por aqui… na última vez falei sobre minhas questões emocionais, sinto que os problemas na minha vida estão só aumentando. Su, falta pouco para meu aniversário de 25 anos e eu estou refletindo muito sobre a minha vida e me sinto um fracasso. Não cheguei nem perto do que sonhava, quando criança, em ser. Su, mais uma vez eu estou no dilema de não gostar do curso da faculdade. Tem sido muito difícil ir todos os dias, fazer estágios, ver as pessoas (que são muito difíceis lá) e fingir que está tudo bem, quando na verdade eu queria deixar tudo pra trás. Mas me sinto péssima, me sinto culpada pq parece que eu só cometo erros e perco tempo, me sinto culpada por ter essa idade e ainda não ter conquistado nada. Me sinto inútil por não contribuir com as despesas de casa, o que ganho é muito pouco e uso para pagar a atividade física e terapia, mas não dá para nada e sinceramente estou cansada desse trabalho, quero sair mas o dinheiro, ainda que pouco, tem me mantido. Gostaria de empreender, tenho até umas coisas que montei na época da pandemia mas nunca tive coragem. Enfim, Su, apesar de insatisfeita, eu acho que deveria concluir esse curso, mas está sendo difícil continuar. Pensei também em começar uma outra graduação à noite em Design de Interiores mas não sei, tenho medo de acontecer o mesmo pela 3ª vez. Não consigo saber o que Deus tem pra mim, Su. As pessoas me dizem para orar mas parece que não adianta e me sinto triste. Outra coisa é a questão do relacionamento. Eu me sinto tão sozinha e também me sinto inferior por nunca ninguém ter gostado de mim. Tem uma coisa também que eu não conto pra ninguém porque sinto vergonha e medo de acharem que é coisa da minha cabeça. Em 2022 eu já estava frustrada com essa área da minha vida e fiz uma carta para Deus descrevendo como eu gostaria que meu namorado e futuro marido fosse. Su, eu coloquei muita coisa, tanto aspectos físicos, quando de fé, estilo de vida e até personalidade. Na época eu contei a minha mãe e ela achou completamente fora da realidade e me disse que só um milagre. Mas era justamente um milagre que eu queria, até porque a essa altura do campeonato, me acho incapaz de conseguir alguém sem ajuda KKKK sério mesmo, eu sei que precisamos de ajuda de Deus para tudo, só que nessa área preciso mais ainda. Enfim, em 2023, quando eu entrei nesse curso, conheci um rapaz. No começo não dei muita importância pra ele, até que tive um sonho que estávamos tendo tipo um primeiro encontro, em um lugar muito bonito, caminhávamos de mãos dadas e ele era muito fofo. No meio da conversa, ele me contava uma informação sobre a vida dele e eu tinha uma reação negativa muito exagerada, mas ele me explicava na maior calma e sem se ofender. Enfim, eu acordei e achei muito estranho ter esse sonho e ainda com alguém que mal conhecia, eu nem sabia o nome dele, apenas o via nos corredores da faculdade. Depois desse sonho, comecei a reparar nele. (Su, inclusive ele é o rapaz que te falei ano passado, quando estava passando por aquela situação horrorosa com aquela minha amiga. Inclusive, tudo passou, graças a Deus). Descobri algumas coisas sobre ele, inclusive aquela coisa que ele me contou no sonho, era exatamente do jeito que ele me contava e eu tive a mesma reação exagerada. Fiquei pensando muito se não seria algo sobrenatural… até que eu lembrei da carta, e ele tem muitas características iguais. Mas na época a gente não se falava. Um dia ele falou comigo do absoluto nada e desde então, sempre fala comigo quando me encontra e no caminho para o ponto de ônibus. O problema é que é raro nos encontramos ultimamente. Mas Su, a cada nova coisa que descubro sobre ele, bate com a carta. É interessante porque minha lista tinha características muito aleatórias, difíceis de encontrar todas em uma pessoa só. Às vezes tenho a sensação de que fiz um relato dele KKKKKIsso tem sido um dilema muito grande porque às vezes eu acho que ele é a pessoa e às vezes não, porque já tem dois anos e nada acontece. Su, ele é tão bonito, e eu fico pensando que ele nunca olharia pra mim, porque eu engordei esses últimos anos. Não vou mentir que gostaria que fosse ele. Ele é cristão, respeitoso, tem 3 anos a mais que eu (como eu gostaria), conversar como ele é muito agradável, e tantas outras coisas. Su, eu sempre peço a Deus para me contar se é ele, ou se não é, que daí eu tiro esse sentimento do meu coração. Mas não tenho respostas…Eu sempre sonhei em ter alguém, e ver os anos passando e nada acontecendo para mim, me dói muito. Algumas amigas já se casaram e tudo. Fico pensando se o amor não é para mim, mas como pode eu desejar tanto algo que não posso ter? Isso me dá tanta crise existencial. As vezes dá vontade de desistir só para não sofrer, outras vezes sinto que não deveria desejar o amor porque minha vida está toda bagunçada. Su, eu sinto que Deus não me vê, minha vida sempre foi muito difícil e hoje em dia, eu me sinto quebrada. Não consigo ter tanta fé e não tenho conseguido melhorar. Além disso sinto que sou tão ruim, tão pecadora, que Deus nao vai me abençoar. O que você acha que eu poderia fazer? E sobre a história, você acha que é exagero/um devaneio meu?Obrigada sempre, Su! Perdão pelo texto imenso! C. Susana Klassen 25 de abril de 2026
Desabafo: Su, vou fazer um desabafo gigante aqui. Uma amiga minha te indicou para mim, e apesar de eu ter uma tia (quase irmã) de 47 anos que me aconselha muito, eu tenho muita necessidade de colocar pra fora do peito tudo que sinto, até mesmo escrevendo para registrar todas as circunstâncias.Sou cristã e namoro há 3 anos. Conheci meu namorado na igreja, num piquenique de jovens. De início, ele era recém batizado, então ainda tinha alguns comportamentos que eram mais inadequados, como falar palavrão, ouvir música secular… mas ele foi o primeiro de sua casa a se batizar, depois vieram a mãe e a irmã. Começamos a namorar e, desde sempre, eu e ele queríamos muito cursar medicina, tanto que isso nos aproximou de início. Nosso namoro sempre foi muito bom, apesar de conversas difíceis frequentes. Eu tenho anotadas várias ocasiões dessas, como por exemplo quando eu conversei com ele sobre uma amizade feminina que ele tinha, mas que já desde uns 2 anos, não é mais nem mencionada por ele. Não há mais contato, foi algo pontual do cursinho, e como tenho livre acesso ao celular dele, mas não desconfio dele e não uso disso para investigar nada, sei que nunca mais eles trocaram uma palavra. E várias outras vezes que ele ajustou o comportamento dele, e eu, o meu, e tivemos conversas delicadas, como quando eu comecei a cobrar mais presença dele no meio da minha família. Eu chorava, conversava, ficava aflita, mas sempre resolvemos juntos, e ele sempre ajustou o comportamento dele em função daquilo que eu pedia, não como uma submissão dele a mim, mas como respeito, depois de avaliarmos juntos e arrazoarmos. Nunca mais eu tive uma resposta negativa a um convite para estar no meu convívio familiar, até mesmo com sacrifícios da parte dele para conseguir estar presente.Pois bem… nós fomos crescendo juntos, nos aproximando de Jesus, orando juntos, participando de projetos da igreja, dirigindo um pequeno grupo jovem, cantando, pregando, estudando o devocional todo dia de manhã (ele me ligava bem cedinho, 5h, e lia tudo para mim ). Quando ele entra no carro, mesmo que 5 vezes no mesmo dia, ele sempre ora antes de dar partida. Quando vamos comer, ele sempre ora comigo, em restaurantes, em casa, em qualquer lugar. Tudo isso me faz amar muito esse homem. Nós estudávamos juntos… ele sempre me buscava em casa, SEMPRE, mesmo morando a 20minutos de carro da minha casa, nunca precisei pegar Uber pra sair com ele (só quando ele não tinha carteira ainda), e nunca precisei me preocupar em como iria voltar para casa. Quando ele ainda não dirigia, mesmo assim ele esperava meus pais me buscarem. Nunca paguei um estacionamento sequer na companhia dele, nunca nem vi a soma das contas dos restaurantes, e sempre recebi presentes significativos (flores, cartões, panetones…) em datas comemorativas. Eu sei que muitos homens são bons, não é só meu namorado, mas eu sempre fiz questão de repetir tudo isso para mim, de agradecer a Deus e pedir que Ele continuasse conosco. Poderia dizer muito mais aqui… sobre como ele é solícito com minha família, sempre cortês, educado, prestativo (levar minha avó de carro num lugar longe, e ainda se oferecer pra buscá-la), tratar todos bem, sem distinção, ser cavalheiro (todas as vezes que saímos ele abre a porta do carro para mim, ou seja, continua me conquistando mesmo após 3 anos). É um ótimo filho, amigo e irmão.Agora vem o problema… eu e ele tentamos passar em medicina há mais ou menos 5 anos. Eu fui aprovada agora, em fevereiro de 2026. Logo quando saiu a nota do ENEM, e eu contei a ele meus pontos, ele ficou feliz, disse: “nossa, amor, você vai passar”, e eu estava um pouco incrédula, então ele falou “achei que você ia ficar mais feliz…”.Desde então, nosso relacionamento virou de cabeça pra baixo. Ele não teve inveja de mim, tanto que em nem um momento sequer ele diminuiu minha conquista, desprezou meu sucesso, ao contrário, elogiou a faculdade em que fui aprovada, dizendo que era uma faculdade e tanto.Mas ele é homem, e tem um ego alto, que tenta proteger a todo custo. Continuamos saindo, nos vendo, conversando… inclusive eu estava gripada um dia desses e ele se ofereceu pra me levar ao hospital. Me buscou, me acompanhou, me levou de volta. Mas parece que cada vez que nos vemos, tudo piora. Agora vem o mais complicado.No nosso namoro, nunca tivemos relações sexuais, nem algo parecido (oralidade, masturbação mútua ou envio de fotos íntimas). Mas dávamos muita brecha para beijos longos, demorados e afobados. E sempre foi assim, mas nunca chegamos a fazer nada mais, nada além disso. Às vezes íamos jantar num restaurante e depois ficávamos numa parte superior do shopping (uma ponte suspensa, aberta e com bancos, sobre o estacionamento) nos demorando em conversar por uma hora seguida, intercalando com beijos e carinhos. Eu confesso que, apesar de cristã, eu me deixei levar por isso sem ver maldade, porque pensava que o desejo não podia ser apagado, mas administrado. E então beijávamos muito.Pois bem… ultimamente, temos trocado pouquíssimas palavras por dia. Ele nunca mais me ligou para fazermos devocional de manhã, porque uma vez me ligou para isso e eu estava no ônibus, indo para a faculdade. Na hora, ele deu uma desculpa, disse que ligava depois, e nunca mais telefonou.As conversas, basicamente têm se resumido a “bom dia” e “boa noite”. A justificativa dele é que, a mente dele o sabota e o faz se desligar de mim, porque quando ele pensa em mim, logo vem à mente dele que ele ainda não foi aprovado, que eu já fui, que ele está “atrasando nossos planos de casamento” e que ele precisa passar, e isso o deixa ansioso e incapaz de estudar no decorrer do dia.Ele disse que, de fato, o problema atual do relacionamento é ele, a mente dele. Ele faz terapia, a cada 15 dias (para lidar com a pressão do vestibular e por ter TDAH). Mas ele já se abriu comigo e disse que a mente dele evita algo quando há uma sensação de rejeição, por exemplo, e ele tende a se afastar para se proteger. E que ela simplesmente “desliga” em relação a mim. Ele disse que, durante o dia, tudo o que ele menos quer é falar comigo.Apesar disso tudo, eu estou bem, só querendo que ele fique bem, de fato. Estou tendo paciência, respeitando o tempo dele, dando espaço e paz…O que acontece de mais grave… desde então, o apetite sexual dele aumentou gigantescamente. Ele disse que, como a mente dele tem ficado ocupada o tempo todo com essas preocupações, com a pressão interior e exterior, com os anseios, medos e sensações de insuficiência, na área sexual ele tem evitado pensar, e apenas sentido. Em conversa com minha tia, ela me tranquilizou e disse que, de fato, quando mulheres têm um problema, tudo que elas menos querem é sexo, mas o homem tem o sexo como válvula de escape, um lugar onde ele pode se sentir “homem“. De fato, meu namorado conversou ontem comigo sobre isso, mesmo sem saber, e ele disse que mesmo tendo ficado feliz por eu ter passado, ele quer ser melhor que eu (ele ainda disse que ele achava que isso era machismo, mas eu entendi que é apenas um desejo de ser admirado pela mulher que ele ama, de se provar a si mesmo, de poder se sentir capaz). Ele falou que quando todos esses pensamentos vêm à mente dele, ele acaba involuntariamente pensando em sexo, e eu complementei dizendo que é algo que acontece porque talvez ele se sinta Homem com H maiúsculo em relação a isso, o que o faz se sentir bem, mesmo ele sendo virgem.Meu namorado é muito sincero comigo, e ele se abre para resolver os problemas. Ele me disse que, quando adolescente, usava pornografia, mas os amigos dele resolveram parar com isso, e aos poucos ele foi deixando isso de lado, principalmente depois de se batizar. Ele me disse várias vezes que isso não tem a menor graça para ele, que tudo que ele queria era eu, que a pornografia não ajuda em nada, não resolve nada, porque ele deseja só a mim. Mas ontem ele confessou que os episódios de masturbacao têm sido frequentes, e que isso o tem feito se sentir um hipócrita, deixando ele sem vontade e coragem de orar e ler a Bíblia. Da penúltima vez que nos vimos, fomos ao parque caminhar, e quando ele me deixou em casa, disse que era para evitarmos nos ver, para ele não acabar pedindo algo errado, e ainda me disse que mesmo que eu não vá ceder, está errado ele me pedir. Também me fez prometer que eu não iria fazer nada só para agradá-lo.Acabamos nos vendo 10 dias depois, mas ele estava frio, distante, dizendo que ele não tem sido um bom namorado por me tratar assim, mas que não sabe mudar. Pareceu uma despedida, ele disse que estava cansado, que um relacionamento assim não se sustentaria muito tempo, e que eu iria acabar terminando, mas eu disse que não.Eu até perguntei a ele se isso não seria melhor, para que ele parasse de sentir tanta pressão, tanta tentação… e ele respondeu que, mesmo não querendo admitir muito, ele iria se sentir pior, porque seria a pior decisão da vida dele e que ele iria se arrepender muito no futuro, e ele iria sofrer bastante. Eu só queria vê-lo voltar a ter paz, sorrir e ter alegria novamente.Eu já afirmei meu amor por ele inúmeras vezes. Quase todo dia eu faço isso. O agradeci por estar fazendo sacrifícios por mi, por me proteger e zelar por mim. Disse a ele que eu o amo antes da medicina, que o conheci antes de ele se tornar médico, que o que mais me encanta nele é me faz querer passar o resto dos meus dias com ele é a sua sinceridade de coração e amor pela Palavra de Deus.Ele disse umas semanas atrás que estava pensando em parar de me dar presentes em datas comemorativas, para juntar dinheiro e comprar um anel de noivado para me pedir em casamento quando ele passar no vestibular.Ele também tem uma característica interessante. Ele pensa que, para casar, o homem precisa dar uma condição de vida igual ou melhor à que o pai dá à filha. Que dinheiro é o principal fator de divórcio, que não dá pra casar sem uma fonte de renda. Mas Su, uma faculdade de medicina dura 6 anos. Como vamos viver mais 6 anos assim?Minha única esperança é que ele seja aprovado aqui na nossa cidade, daí poderemos morar numa casa que meus pais têm (desocupada e disponível), perto da faculdade, e vender o carro que os pais dele deram a ele, para investir esse dinheiro e viver dos rendimentos dele.Eu estou tão triste. Como pode um namoro tão bom acabar assim? Como ele vai ficar? Será que ele vai desistir da fé por estar caindo em pecado? Será que ele não está sendo irracional, ao não conseguir esperar mais tempo por mim?Nem sei mais o que fazer. G. Susana Klassen 25 de abril de 2026
Oii, Su!! Tudo bem? Primeiramente queria dizer que conheci seu trabalho essa semana e fiquei encantada com a forma com que você está sendo usada por Deus na vida dessas meninas, o carinho e a intenção nas suas palavras, com certeza, são abençoadoras na vida delas :)Ultimamente eu ando muito pensativa a respeito da vida adulta, principalmente ao ver como as outras meninas que frequentam a minha igreja estão caminhando. Depois de muito tempo em oração, pedindo a Deus por entendimento sobre o porque certas situações não faziam o menor sentido para mim e estavam tão distantes da minha realidade, Ele me mostrou em uma pregação que minha natureza em relação a atração sexual era diferente da maioria das pessoas e isso foi muito libertador, pois percebi que somos seres plurais e eu não tinha que me viver como alguém distante de como Ele havia me criado por convenções sociais, e estava tudo bem.Porém, comecei a notar que eu fazia parte de uma minoria, um grupo raro de pessoas e com isso muito que se fala sobre matrimônio e relacionamentos não me enquadrava, me senti muito angustiada… vi uma conversa que voce teve aqui com uma menina sobre essas questões em que disse que nem todos vão se casar e isso não te diminui, e essa discussão é extremamente importante, principalmente quando existe essa pressão até mesmo dentro das igrejas. Durante minha adolescencia e no começo da minha vida adulta não tive essa vontade de me casar, decidi que queria ficar solteira pelo resto da minha vida, eu não sentia falta de alguém, estava contente, mas após essa descoberta percebi que estou contente porque tenho uma família, tenho pessoas que cuidam de mim, se importam, pessoas com quem posso contar, dessbafar, orar, que podem me erguer quando estou em um buraco… porém a família não é eterna, infelizmente, e em algum momento estarei sozinha…Sei que existem amizades mas elas tem suas próprias vidas conjugais, seus filhos, não somos prioridades e isso me fez desejar um companheiro, um marido, na minha vida, porque essa seria a única forma de ter alguém que traga esse conforto que viria da família.Mas acredito que seria difícil encontrar um parceiro cristão que assim como eu não possua atração sexual para que possamos construir essa relação romântica de parceria e amizade, uma conexão espiritual e servirmos juntos a Jesus.Sei que muitos não veem lógica alguma em se casar e não ter sexo, mas na minha cabeça eu nunca vi lógica em, se eu me casasse, em ter relações sexuais de tão intrínseco que isso é a mim, o que me fez pensar por duas décadas da minha vida que os outros eram como eu.É uma situação pouco comum, eu sei, eu nunca conversei sobre isso com alguém da igreja por temer que pensassem ser trauma, medo ou algo assim, porque sei que não é, é simplesmente eu :)Enfim, oro muito a Jesus todo o tempo para que me oriente nessa questão e queria saber, Su, como posso viver uma vida saudavel na igreja com essa centralização do sexo em nossos relacionamentos e esse sentimento exclusão também, muitas vezes sinto que minha existência é negada, não so na congregação como na sociedade mesmo…Muito obrigada, Su, que Deus te abençoe sempre ♡ C. Susana Klassen 25 de abril de 2026
Su eu meio q esqueci de falar com vc sobre uma coisa bom enfim….. Em Janeiro desse ano de 2026 teve o batizado da minha prima e confesso q depois da partida da minha mãe eu senti msm abandonada assim quando a pessoa falou após o almoço em família e falou até para mim q minha madrinha ia ser madrinha da minha prima confesso q por ali eu senti-me uma perda muito grande ali que parecia q eu ia perder minha madrinha e q ela não ia me dá muito atenção eu me senti muito abandonada nessa hora e não só ela ia ser madrinha da minha prima mas o meu Irmãozinho tbm foi convidado para ser padrinho dela tbm e eu senti q naquele momento estava perdendo os dois q eu não ia ter mais atenção do meu Irmãozinho naquele momento q eu estava sentindo esse abandono e tbm até não me senti especial e nem muito importante para eles e confesso q me senti muito triste com isso e até porque eu perder a minha mãe no grave acidente eu tenho q perder eles tbm? Pq para eles sinto q não sou especial e nem importante até eu completamente me afastar deles dois em segredo e praticamente eu sentir uma pontadinha de ciúmes então todas as vezes q eu sentir isso eu corro pros braços do Bom Jardineiro Jesus q é o único amor q devo sentir paz e carinho e com a oração eu me sinto muito bem graças ao Bom Jardineiro Jesus conversando com ele e tbm rezando me sinto melhor e tbm lendo o Tesouro do Céu(Bíblia) eu me sinto melhor e em paz fazendo as três coisas…. Rezando, conversando com Deus e lendo a Bíblia….. Q o mais certo de se fazer. N. Susana Klassen 25 de abril de 2026