Hello, C.! Que legal que você encontrou a gente aqui. Deus é muito amável e generoso de usar esse espaço para termos boas conversas!
Gostei de algumas coisas que você compartilhou, como a liberdade que temos de viver conforme Deus nos criou – e não para atender a convenções sociais (ou, acrescento, religiosas). Existe uma enorme diferença entre ter uma vida dedicada a agradar a Deus e servir ao próximo, cientes de que já somos inteiramente amadas, aceitas e acolhidas por Deus, e uma vida de infindáveis tentativas de agradar as pessoas ao redor, na vazia esperança de sermos perfeitamente amadas, aceitas e acolhidas por elas. Nunca vamos receber afeto perfeito de outros, e é besteira fazer esforço para se encaixar em certas convenções só para tentar recebê-lo.
Dito isso, porém, é importante entendermos que Deus nos criou para vivermos em comunidade. O próprio Deus é uma “comunidade”: Pai, Filho e Espírito, três Pessoas em um só Deus. E ele também escolhe, com muito gosto, se relacionar conosco.
Isso significa que Deus sabe o quanto nós precisamos de companheirismo, de intimidade de alma (muito mais do que precisamos de intimidade física, por mais que ela tenha seu lugar). E Deus não é indiferente a essa necessidade.
Por que estou dizendo isso? Por causa daquilo que você falou sobre casar para ter a companhia de alguém quando sua família não estiver mais por perto. Esse pensamento é válido, mas podemos ir além. Não é só no casamento que encontramos esse nível de amizade e companheirismo profundos. Ele é possível em amizades que não envolvam compromisso conjugal. Sim, é raro, mas existe. E a Bíblia nos apresenta a solteirice como opção tão válida (ou, na opinião do apóstolo Paulo, até melhor) do que o casamento. Veja 1Coríntios 7.7-8,32-34; Mateus 19.12 (onde “eunucos” pode se referir ao chamado para não casar). Se Deus chama algumas pessoas para a solteirice, significa que ele supre todas as necessidades relacionais dessa pessoa, a fim de que ela não se sinta solitária, isolada ou uma “cidadã de segunda categoria”.
O problema, contudo, é que alguns círculos cristãos transformam o casamento e a família em ídolos e acham que, para ser cristão de verdade, precisa ter cônjuge e filhos. Isso é muito triste, pois é contrário ao que a Bíblia ensina. Jesus, o ser humano mais perfeito, completo e feliz, permaneceu solteiro 🙂
Se você está em um meio cristão que valoriza demais o casamento/a família, considere procurar outra comunidade de fé, que seja mais aberta e disposta a acolher diversidade e que valorize a solteirice.
Portanto, minha amiga, quer Deus chame você para permanecer solteira, quer ele chame você para um relacionamento platônico (sim, eu considero isso totalmente possível e válido) ou chame você para um casamento com intimidade em todas as áreas, inclusive física (se isso acontecer, ele vai dar o desejo antes!), o mais importante de tudo é você viver para amar e servir a Deus e ao próximo (sem se preocupar em agradar pessoas), confiando que Deus não vai deixar nada faltar para você. Eu sei que é bem mais fácil falar sobre essa confiança do que praticá-la, mas à medida que a gente a experimenta aos poucos, vai descobrindo como é libertadora e como dá alegria!
Que nosso Deus de amor imenso dirija você para os bons planos que ele já traçou para sua vida.
E espero encontrar você aqui mais vezes para boas conversas!
Até a próxima!
Kisses,
Su