Pergunte a Su

Olá, meninas! Para quem ainda não me conhece eu sou a Su ! Vamos trocar ideias sobre namoro, amizade, família, sexualidade, igreja e muito mais! Envie suas perguntas através do formulário ao lado. Sobre o que quer conversar?
Kisses, Su :)

Preciso de ajuda. (Acho que já mandei mensagens aqui sobre eu não saber o que fazer da vida com outros nomes, mas vou começar a usar o meu mesmo porque você agora vai saber quem está sempre com os mesmos problemas kkkk). Tenho epilepsia mioclônica juvenil (pesquisa sobre no google pra entender algumas coisas que vou falar) desde os 17 anos e a minha história com a condição é loooooooooooooooonga e minha mãe não aceita minha condição ao ponto de nem querer falar sobre, e isso já me prejudicou bastante. Eu poderia ter evitado todas as minhas crises se ela tivesse ouvido minhas reclamações sobre os meus “pré-sintomas”. Ao longo do tempo, eu descobri que é MUITO difícil eu ter crises tônico-clônicas. Tem que ter estresse crônico por meses, medicação desregulada e meu corpo dá sinais, com as mioclonias clássicas. O maior problema é o estresse. Eu já passei por momentos de “desespero” por estar desempregada e não saber o que fazer e de estar empregada e odiar o emprego, o que também me causava estresse e ansiedade e começar a ter mioclonias. E é disso que tenho medo. Consegui uma vaga pra trabalhar/estudar no exterior, em um país que amo e que já morei, com visto pago, ajuda com a acomodação, aulas de idiomas gratuitas e etc e sei que isso é uma grande oportunidade, mas não tenho certeza se quero trabalhar e estudar naquela área porque eu nunca pensei em seguir aquela carreira, apesar de ter interesse no que é estudado etc. Percebi que quando estou bem, nada me abala, mas estar em uma situação ou emprego/curso ruim me desestabiliza. Eu gosto muito de ir a baladas e no país para o qual eu talvez vá eu ia com amigas e às vezes chegava em casa às 4h da manhã e nem tinha nada pq era algo que “lavava” minha alma quando eu estava lá. Eu estava feliz, a privação de sono e luzes piscando não eram problemas. Tenho medo de tentar essa oportunidade e não gostar, passar anos aguentando o curso, correndo o risco de ter que tomar mais remédios para controlar algo que possa voltar. Ano passado passei um bom tempo desempregada, me sentindo inútil e estressada e minha mãe ter me fez convencer o médico a diminuir a dose da medicação. Consegui um emprego em outro país. Comecei a ter mioclonias bem antes disso e tive uma crise tônico-clônica no voo. Eu odiei o país e o calor de lá, mas a parte boa foi que eu descobri que gosto de pessoas. De recepcionar, conversar, ajudar, até resolver briga kk Parece estranho, mas gosto de observar as pessoas e me perguntar: “pra onde elas vão? O que vão fazer lá? Onde elas trabalham? O que será que fazem no tempo livre?” No trabalho, era fácil tentar falar sobre coisas assim. Acabei voltando para o Brasil depois de um tempo. Enquanto isso, surgiram vagas/convites de companhias aéreas para trabalho como comissário de voo, que era meu sonho quando criança, só porque eu gostava de aviões. Ainda sou assim: gosto de estar dentro do avião, vendo e falando com as pessoas quando posso. as viagens/destinos são só detalhes. O trabalho no avião é parecido com meu antigo emprego, que eu amava (mesmo tendo que trabalhar por 12h, às vezes eu ainda fazia hora extra — todo mundo odiava o emprego e ter que lidar com os passageiros, menos eu). O problema: eles não aceitam quem tem epilepsia e eu teria que mentir pra entrar. Na outra vaga pra morar naquele outro país, o médico ocupacional provavelmente vai me impedir de realizar certas tarefas por causa da epilepsia. Estar sendo comissária, realizando meu sonho, conversando e ajudando pessoas e tendo uma vida pessoal feliz, faria meu sistema nervoso ficar feliz (e eu tbm tenho medicação de emergência se me sentir mal etc). Quando eu tive a crise no voo, me senti desamparada, o comissario q tava do meu lado mal falava comigo, nunca disseram o que aconteceu, só me deram uma mascara de oxigênio, o básico mesmo. Eu queria ser a pessoa que visse alguém na mesma situação e soubesse ajudar, porque já tbm já passei por isso e sei como a gente se sente. Eu sei como é atendimento ao cliente. Eu sei como são os passageiros no aeroporto, como eles se comportam, como lidar com problemas, eu realmente sinto a empatia que os outros não tem e eu seria a candidata perfeita. É injusto, eu sei que sou considerada um risco operacional em várias profissões, mas eu tenho um tipo benigno de epilepsia, me conheço bem e aprendi a respeitar meus limites, sei quando algo ruim pode acontecer. Mas tenho medo de seguir meu sonho e ser descoberta ou tentar algo que tenho quase certeza que vou odiar. São duas oportunidades ótimas, mas não sei no que focar. Perguntei pro meu médico hoje e ele disse: “Se quiser entrar nessas profissões ou outras parecidas, vai ter que mentir.” O que você acha disso tudo? V.

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Su, lembra de mim? Envolvi c um policial que namora… Passou dois dias e ele mandou mensagens de 23:59 da noite,e apagou e eu respondi no outro dia perguntando oq era, e ele disse q não era nada demais só que saiu da academia, aí perguntei pq, aí ele disse q separou da mulher. Fiquei em choqueee. Como assim? Pq? Será que ela descobriu algo? Será que ele traiu ela com mais alguém? Será q ele traiu pra gente ficar junto? Pq na vdd na última vez q ficamos eu disse q n queria mais pq ele namorava, e pra gente não se encontrar mais por causa disso, ele concordou mas chateado, ne… enfim… mas conversamos bem brevemente perguntei se ele tava bem, ele disse q sim, joguei um verde pra saber o motivo dizendo q estava curiosa pra saber o pq, mas ele n respondeu. Enfim, mas ele falou q tava morando longe agr e disse o lugar, provavelmente voltou pra casa dos pais, mas enfim.. nd mais vai acontecer, só me sinto melhor agr por esse ponto final na real, não irei mais ver ele na academia nem falar por mensagem pq já encerramos a conversa a menos q ele venha falar algo mas aí n sinto mais vontade d ficar c ele, até sinto quando tô com vontade de beijar mas enfim.. n vai a pena. Será que jamais irei me casar, com um homem bom? Pq pequei e me meti em um relacionamento c um homem que namora? Acabei um relacionamento(obviamente pode ter sido por outras coisas e espero q tenha sido mesmo) mas enfim… penso q n mereço homens bons só pq sou assim. L.

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Oi Su, como vai? Já faz um tempinho que não venho aq, mas vir aq escrever para vc me traz um pouco mais de clareza e conforto, sinto que desabafar é muito bom de vez em quando.Mas oque não é tão bom é que venho aqui novamente falar do mesmo assunto, pq não consigo seguir em frente. Já vou fazer 17 anos logo logo, e eu tinha 15 quando perdi minha virgindade com uma pessoa que sequer gostava de mim de verdade, mas que me fez acreditar que o problema era eu por não sentir as coisas q ele sentia (se é q me entende Su) […] desde então penso nisso todos os dias e sinto nojo de mim mesma, nunca fiz mais nada assim.O mais doloroso é conversar com amigos e perceber que a repulsa que eles tem de pessoas tem esse mesmo acontecimento q o meu, e eu tenho q ficar escondendo isso.Sera que algum dia alguem vai me amar, mesmo com isso tendo acontecido tao cedo? Como eu posso esquecer isso?Preciso de algum conselho su. Beijosss M.

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Oii Su! Gostaria de uma super ajuda. Desde muito pequena iniciei a masturbação (não sei porque, não consigo me lembrar como começou), mas desde lá não consigo parar. Congrego em uma igreja a dois anos, faço parte da Santa Ceia e não consigo parar. Já orei muito por isso, já li os seus artigos e nada adianta. Eu fico naquele ciclo de faz, sente culpa, pede perdão e inicia tudo de novo. Estou com muito medo, pois acredito que Deus esteja muito triste comigo. Como posso mudar? Eu já tendei de tudo e nada me ajuda. Eu leio os relatos de algumas meninas com o mesmo problema, mas o que fazer quando isso está enraizado? Agradeço por você ceder o seu tempo a nos ajudar. Um abraço! D.

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Oii, Su! Sou a menina que ficou com um cara que namora, lembra? Queria primeiramente te agradecer pelos conselhos, por isso q eu sempre escrevo pra vc, pq vc me ajuda tanto tanto, as pessoas ao seu redor são tão abençoadas, queria eu ter alguém como vc do meu lado. Enfim, pra te atualizar… eu fiquei com ele de novo ontem, e ficamos pra valer dessa vez no carro dele, nos beijamos antes e depois da conversa que eu tive com ele, que disse que não queria mais ver ele que iria me apaixonar/apegar e não queria isso por ele tá namorando(sabemos q esse é só apenas um dos motivos), aí ele ficou super xoxinho, mas que me entendia, etc etc, não transamos obviamente, mas ficamos mais pesado dessa vez depois dessa conversa. Enfim… não quero entrar muito em detalhes pq já não importa mais. Eu tô meio mal, mas entendo e reconheço que não é só por ele, sabe? Pode até ser um pouco, pela emoção do momento; expectativa de ver ele, de sentir bem, mas acho q é temporário, porém eu queria mto sentir oq eu sentia/fui esses dias estando com ele:Uma mulher viva, empolgada, ansiosa (de um jeito bom), ouvir músicas e me sentir bem vivaPq enfim… na minha família tem tantos problemas, são tantas confusões, situações difíceis que até eu pago o preço delas, não sinto conforto e segurança na minha família,sinto que preciso de algo q me traga alguma sensação boa, que faça meu coração bater de empolgação, que preciso curtir minha juventude (já que não curto nada, só vem até mim estresses familiares e acadêmicos), sou presa demais dentro de casa (meus pais n deixam eu viver nada) faculdade muitas vezes é um lugar hostil e duro pra mim, e eu sou errada demais por querer algo q me traga tranquilidade? Animação? Que eu n sinta pressão? Que eu n sinta dor? Cuidei da minha mãe no luto do meu avô enquanto tava lidando com meu próprio luto, tive que engolir meus sentimentos pra tentar ajudar ela, mas Como eu fico? Engolindo minhas dores ? Pq meus pais em bancam e pra eles eu só estudo então não deveria ter problemas e só dar orgulho . E eu sei que essa situação é errada, pecado, óbvio que eu sei disso, mas penso que se eu n tiver algo q faça meu coração bater e me sentir viva, eu provavelmente vou entrar e mergulhar numa tristeza (que já quase mergulhei uma vez), e que pra sair dela vai ser difícil , sei que Jesus está comigo e pode me ajudar nisso tudo, mas é tão difícil me sentir amada, cuidada, eu queria isso de vdd, sentir que alguém ver me valor, compartilhar problemas e dores da vida e encontrar ombro. Sinto falta disso, já coloquei um ponto final nessa história com esse homem, mas e eu como fico? L.

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Su. Conheci um cara q ficava me olhando muito na academia fazia mais de uma semana, na semana seguinte que ficamos trocando olhares: pedi pra reversar com ele em duas máquinas dois dias diferentes – nada intencional na vdd só queria fazer msm.Entre esses dias trocamos pequenas conversas, e ele me incentivando nas série etcele é atraente, braços fortes, ombros fortes etc…. militarOntem, quando eu terminei ele veio atrás de mim e perguntou se eu tava esperando alguém pq eu tava indo em direção ao estacionamento (e ele tbm) aí disse q tava esperando simm aí ele chamou pra eu ir esperar junto com ele, fui, ficamos no carro dele, conversa vai e conversa vem…. Ele perguntou se era solteira, dps ele disse que tinha uma má notícia pra me dar: namora!Conversamos muito. E eu me senti estranha, claro que não queria ser “a amante”. Mesmo assim continue conversando pq queria realmente algo casual, queria beijar (sei que é errado, mas sendo sincera aqui), queria sentir carinho etc….Pra resumir tudo pra n entrar em muitos detalhes: hoje mesma coisa e ele me beijou!Foi assim de longe o melhor beijo da minha vida, de verdade. Trocamos celulares, mas ele disse pra eu só falar com ele quando ele mandar mensagem (horrível isso né? Pois é) mas pra mim é como se eu n me importasse mto pq eu quero algo casual mesmo, só quero beijar, principalmente ser beijado por ele, sentir ele (o abraço dele, o toque), até cheguei a pensar em encontrar ele mais vezes só pra beijar; mas d vdd, eu sei que é errado; não quero atrapalhar um relacionamento. E fora todo o pecado né… mas eu penso assim “deixa eu ter isso casual só uma vez, e depois nunca mais, vou voltar ao meu celibato!” Só queria ter algo com alguém casual, sem compromisso antes de casar daqui uns anos. Namorei duas vezes e Sempre beijei só eles, eu queria ter isso, já que minha adolescência me privei de várias coisas. Acho q se n tivesse me privado hj não estaria tanto assim.. mas enfim… tô no mix de : me sentindo mal, mas, td vem aconteceu posso parar por aqui. L.

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Esses dias fiquei refletindo sobre um jogo que marcou muito para mim, o Detroit: Become Human. É um mundo onde existem androides idênticos aos humanos, criados para servir em tudo: cuidar de idosos, crianças, trabalhar, fazer companhia e até satisfazer desejos das pessoas. Muitos humanos odeiam os androides porque sentem que estão sendo substituídos, perdendo empregos e espaço na sociedade. Alguns chegam a dizer que eles são “coisas do demônio”.Ao longo da história, muitos androides sofrem abusos, violência e humilhações tão extremas que acabam criando consciência e se tornando divergentes, começando uma luta por liberdade e igualdade. Dependendo das escolhas do jogador, essa luta pode seguir por um caminho violento ou pacífico. E isso me fez pensar muito sobre a vida real também.O que mais me marcou é que o jogo não mostra apenas um lado como totalmente certo ou errado. Eu consigo entender o medo dos humanos de perderem seus empregos e a estabilidade para sustentar suas famílias. Mas também consigo entender os androides querendo apenas viver com dignidade, respeito, liberdade e igualdade.Tem um personagem chamado Markus, que trabalha cuidando de um idoso chamado Carl. Carl trata ele bem e incentiva ele a descobrir quem é, a nunca deixar ninguém decidir seu valor ou dizer do que ele é capaz. Isso me fez pensar em como muitas vezes nós mesmos vivemos presos às expectativas dos outros, deixando a sociedade moldar nossa identidade, nosso jeito de viver e até nossos sonhos. Também me fez perceber o quanto uma rede de apoio faz diferença, pessoas que nos transmitem segurança, confiança e nos ajudam a enxergar nosso próprio valor.Outra coisa que me fez refletir muito é sobre a forma como algumas pessoas tratam os androides no jogo. Muitos dizem: “são só máquinas”. Mas, sinceramente, no contexto da história, para mim as emoções deles pareciam reais. Eles sentiam medo, amor, tristeza, apego e vontade de proteger quem amavam. Tem uma androide babá que foge para salvar uma menina porque o pai dela era violento e poderia matá-la.E eu fiquei pensando também que, mesmo que algo não seja humano de verdade, quando uma pessoa escolhe descarregar ódio, violência ou crueldade em algo que imita perfeitamente um ser humano, isso acaba dizendo muito sobre ela. Uma coisa é liberar estresse de forma saudável, fazendo exercícios, batendo em um saco de boxe ou algo assim. Outra é sentir prazer em machucar, humilhar ou torturar algo que fala, age e parece uma pessoa. Acho que isso pode acabar dessensibilizando alguém e reforçando impulsos perigosos. Por exemplo uma pessoa com impulsos sexuais graves, que até se sente mal por ser assim, mas acredita que usar uma boneca androide realista vai ajudar, mas que pode, é capaz, de atiçar, aumentar mais.No fim, percebi que o jogo fala muito mais sobre humanidade do que sobre robôs. Sobre liberdade, identidade, preconceito, medo, empatia e sobre como ninguém gosta de ser tratado como objeto ou ter seu valor definido pelos outros.PS: As vezes tenho ajuda do Chatgpt. As ideias são minhas, apenas peço para ele redigir, modificar, deixar mais estruturado.Graça e paz. L.

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