Pergunta:

Esses dias fiquei refletindo sobre um jogo que marcou muito para mim, o Detroit: Become Human. É um mundo onde existem androides idênticos aos humanos, criados para servir em tudo: cuidar de idosos, crianças, trabalhar, fazer companhia e até satisfazer desejos das pessoas. Muitos humanos odeiam os androides porque sentem que estão sendo substituídos, perdendo empregos e espaço na sociedade. Alguns chegam a dizer que eles são “coisas do demônio”.Ao longo da história, muitos androides sofrem abusos, violência e humilhações tão extremas que acabam criando consciência e se tornando divergentes, começando uma luta por liberdade e igualdade. Dependendo das escolhas do jogador, essa luta pode seguir por um caminho violento ou pacífico. E isso me fez pensar muito sobre a vida real também.O que mais me marcou é que o jogo não mostra apenas um lado como totalmente certo ou errado. Eu consigo entender o medo dos humanos de perderem seus empregos e a estabilidade para sustentar suas famílias. Mas também consigo entender os androides querendo apenas viver com dignidade, respeito, liberdade e igualdade.Tem um personagem chamado Markus, que trabalha cuidando de um idoso chamado Carl. Carl trata ele bem e incentiva ele a descobrir quem é, a nunca deixar ninguém decidir seu valor ou dizer do que ele é capaz. Isso me fez pensar em como muitas vezes nós mesmos vivemos presos às expectativas dos outros, deixando a sociedade moldar nossa identidade, nosso jeito de viver e até nossos sonhos. Também me fez perceber o quanto uma rede de apoio faz diferença, pessoas que nos transmitem segurança, confiança e nos ajudam a enxergar nosso próprio valor.Outra coisa que me fez refletir muito é sobre a forma como algumas pessoas tratam os androides no jogo. Muitos dizem: “são só máquinas”. Mas, sinceramente, no contexto da história, para mim as emoções deles pareciam reais. Eles sentiam medo, amor, tristeza, apego e vontade de proteger quem amavam. Tem uma androide babá que foge para salvar uma menina porque o pai dela era violento e poderia matá-la.E eu fiquei pensando também que, mesmo que algo não seja humano de verdade, quando uma pessoa escolhe descarregar ódio, violência ou crueldade em algo que imita perfeitamente um ser humano, isso acaba dizendo muito sobre ela. Uma coisa é liberar estresse de forma saudável, fazendo exercícios, batendo em um saco de boxe ou algo assim. Outra é sentir prazer em machucar, humilhar ou torturar algo que fala, age e parece uma pessoa. Acho que isso pode acabar dessensibilizando alguém e reforçando impulsos perigosos. Por exemplo uma pessoa com impulsos sexuais graves, que até se sente mal por ser assim, mas acredita que usar uma boneca androide realista vai ajudar, mas que pode, é capaz, de atiçar, aumentar mais.No fim, percebi que o jogo fala muito mais sobre humanidade do que sobre robôs. Sobre liberdade, identidade, preconceito, medo, empatia e sobre como ninguém gosta de ser tratado como objeto ou ter seu valor definido pelos outros.PS: As vezes tenho ajuda do Chatgpt. As ideias são minhas, apenas peço para ele redigir, modificar, deixar mais estruturado.Graça e paz. L.

Resposta da Sú:

Hello, L.! Muito obrigada por dividir suas impressões sobre o DBH. Gostei bastante das suas considerações. De fato, é um jogo muito interessante, que gera reflexões importantes sobre como definimos humanidade e como tratamos uns aos outros – e especialmente, como tratamos aqueles que são diferentes de nós. E é muito legal sabermos que, como seres humanos criados à imagem de Deus, temos valor intrínseco inestimável, que não é definido por outros, mas por nosso Criador. Pensar nisso e viver de acordo com isso muda tudo!

Que Deus continue a conduzir você em boas reflexões como essa. E ter o ChatGPT como instrumento para ajudar a expressar melhor nossas ideias (não ideias e opiniões que ele nos dá) é ótimo. Que Deus sempre nos ajude a usar essa ferramenta com sabedoria!

Até a próxima!

Kisses,

Su