Oi Su, como vai? Já faz um tempinho que não venho aq, mas vir aq escrever para vc me traz um pouco mais de clareza e conforto, sinto que desabafar é muito bom de vez em quando.Mas oque não é tão bom é que venho aqui novamente falar do mesmo assunto, pq não consigo seguir em frente. Já vou fazer 17 anos logo logo, e eu tinha 15 quando perdi minha virgindade com uma pessoa que sequer gostava de mim de verdade, mas que me fez acreditar que o problema era eu por não sentir as coisas q ele sentia (se é q me entende Su) […] desde então penso nisso todos os dias e sinto nojo de mim mesma, nunca fiz mais nada assim.O mais doloroso é conversar com amigos e perceber que a repulsa que eles tem de pessoas tem esse mesmo acontecimento q o meu, e eu tenho q ficar escondendo isso.Sera que algum dia alguem vai me amar, mesmo com isso tendo acontecido tao cedo? Como eu posso esquecer isso?Preciso de algum conselho su. Beijosss M.

Oii Su! Gostaria de uma super ajuda. Desde muito pequena iniciei a masturbação (não sei porque, não consigo me lembrar como começou), mas desde lá não consigo parar. Congrego em uma igreja a dois anos, faço parte da Santa Ceia e não consigo parar. Já orei muito por isso, já li os seus artigos e nada adianta. Eu fico naquele ciclo de faz, sente culpa, pede perdão e inicia tudo de novo. Estou com muito medo, pois acredito que Deus esteja muito triste comigo. Como posso mudar? Eu já tendei de tudo e nada me ajuda. Eu leio os relatos de algumas meninas com o mesmo problema, mas o que fazer quando isso está enraizado? Agradeço por você ceder o seu tempo a nos ajudar. Um abraço! D.

Oii, Su! Sou a menina que ficou com um cara que namora, lembra? Queria primeiramente te agradecer pelos conselhos, por isso q eu sempre escrevo pra vc, pq vc me ajuda tanto tanto, as pessoas ao seu redor são tão abençoadas, queria eu ter alguém como vc do meu lado. Enfim, pra te atualizar… eu fiquei com ele de novo ontem, e ficamos pra valer dessa vez no carro dele, nos beijamos antes e depois da conversa que eu tive com ele, que disse que não queria mais ver ele que iria me apaixonar/apegar e não queria isso por ele tá namorando(sabemos q esse é só apenas um dos motivos), aí ele ficou super xoxinho, mas que me entendia, etc etc, não transamos obviamente, mas ficamos mais pesado dessa vez depois dessa conversa. Enfim… não quero entrar muito em detalhes pq já não importa mais. Eu tô meio mal, mas entendo e reconheço que não é só por ele, sabe? Pode até ser um pouco, pela emoção do momento; expectativa de ver ele, de sentir bem, mas acho q é temporário, porém eu queria mto sentir oq eu sentia/fui esses dias estando com ele:Uma mulher viva, empolgada, ansiosa (de um jeito bom), ouvir músicas e me sentir bem vivaPq enfim… na minha família tem tantos problemas, são tantas confusões, situações difíceis que até eu pago o preço delas, não sinto conforto e segurança na minha família,sinto que preciso de algo q me traga alguma sensação boa, que faça meu coração bater de empolgação, que preciso curtir minha juventude (já que não curto nada, só vem até mim estresses familiares e acadêmicos), sou presa demais dentro de casa (meus pais n deixam eu viver nada) faculdade muitas vezes é um lugar hostil e duro pra mim, e eu sou errada demais por querer algo q me traga tranquilidade? Animação? Que eu n sinta pressão? Que eu n sinta dor? Cuidei da minha mãe no luto do meu avô enquanto tava lidando com meu próprio luto, tive que engolir meus sentimentos pra tentar ajudar ela, mas Como eu fico? Engolindo minhas dores ? Pq meus pais em bancam e pra eles eu só estudo então não deveria ter problemas e só dar orgulho . E eu sei que essa situação é errada, pecado, óbvio que eu sei disso, mas penso que se eu n tiver algo q faça meu coração bater e me sentir viva, eu provavelmente vou entrar e mergulhar numa tristeza (que já quase mergulhei uma vez), e que pra sair dela vai ser difícil , sei que Jesus está comigo e pode me ajudar nisso tudo, mas é tão difícil me sentir amada, cuidada, eu queria isso de vdd, sentir que alguém ver me valor, compartilhar problemas e dores da vida e encontrar ombro. Sinto falta disso, já coloquei um ponto final nessa história com esse homem, mas e eu como fico? L.

Su. Conheci um cara q ficava me olhando muito na academia fazia mais de uma semana, na semana seguinte que ficamos trocando olhares: pedi pra reversar com ele em duas máquinas dois dias diferentes – nada intencional na vdd só queria fazer msm.Entre esses dias trocamos pequenas conversas, e ele me incentivando nas série etcele é atraente, braços fortes, ombros fortes etc…. militarOntem, quando eu terminei ele veio atrás de mim e perguntou se eu tava esperando alguém pq eu tava indo em direção ao estacionamento (e ele tbm) aí disse q tava esperando simm aí ele chamou pra eu ir esperar junto com ele, fui, ficamos no carro dele, conversa vai e conversa vem…. Ele perguntou se era solteira, dps ele disse que tinha uma má notícia pra me dar: namora!Conversamos muito. E eu me senti estranha, claro que não queria ser “a amante”. Mesmo assim continue conversando pq queria realmente algo casual, queria beijar (sei que é errado, mas sendo sincera aqui), queria sentir carinho etc….Pra resumir tudo pra n entrar em muitos detalhes: hoje mesma coisa e ele me beijou!Foi assim de longe o melhor beijo da minha vida, de verdade. Trocamos celulares, mas ele disse pra eu só falar com ele quando ele mandar mensagem (horrível isso né? Pois é) mas pra mim é como se eu n me importasse mto pq eu quero algo casual mesmo, só quero beijar, principalmente ser beijado por ele, sentir ele (o abraço dele, o toque), até cheguei a pensar em encontrar ele mais vezes só pra beijar; mas d vdd, eu sei que é errado; não quero atrapalhar um relacionamento. E fora todo o pecado né… mas eu penso assim “deixa eu ter isso casual só uma vez, e depois nunca mais, vou voltar ao meu celibato!” Só queria ter algo com alguém casual, sem compromisso antes de casar daqui uns anos. Namorei duas vezes e Sempre beijei só eles, eu queria ter isso, já que minha adolescência me privei de várias coisas. Acho q se n tivesse me privado hj não estaria tanto assim.. mas enfim… tô no mix de : me sentindo mal, mas, td vem aconteceu posso parar por aqui. L.

Esses dias fiquei refletindo sobre um jogo que marcou muito para mim, o Detroit: Become Human. É um mundo onde existem androides idênticos aos humanos, criados para servir em tudo: cuidar de idosos, crianças, trabalhar, fazer companhia e até satisfazer desejos das pessoas. Muitos humanos odeiam os androides porque sentem que estão sendo substituídos, perdendo empregos e espaço na sociedade. Alguns chegam a dizer que eles são “coisas do demônio”.Ao longo da história, muitos androides sofrem abusos, violência e humilhações tão extremas que acabam criando consciência e se tornando divergentes, começando uma luta por liberdade e igualdade. Dependendo das escolhas do jogador, essa luta pode seguir por um caminho violento ou pacífico. E isso me fez pensar muito sobre a vida real também.O que mais me marcou é que o jogo não mostra apenas um lado como totalmente certo ou errado. Eu consigo entender o medo dos humanos de perderem seus empregos e a estabilidade para sustentar suas famílias. Mas também consigo entender os androides querendo apenas viver com dignidade, respeito, liberdade e igualdade.Tem um personagem chamado Markus, que trabalha cuidando de um idoso chamado Carl. Carl trata ele bem e incentiva ele a descobrir quem é, a nunca deixar ninguém decidir seu valor ou dizer do que ele é capaz. Isso me fez pensar em como muitas vezes nós mesmos vivemos presos às expectativas dos outros, deixando a sociedade moldar nossa identidade, nosso jeito de viver e até nossos sonhos. Também me fez perceber o quanto uma rede de apoio faz diferença, pessoas que nos transmitem segurança, confiança e nos ajudam a enxergar nosso próprio valor.Outra coisa que me fez refletir muito é sobre a forma como algumas pessoas tratam os androides no jogo. Muitos dizem: “são só máquinas”. Mas, sinceramente, no contexto da história, para mim as emoções deles pareciam reais. Eles sentiam medo, amor, tristeza, apego e vontade de proteger quem amavam. Tem uma androide babá que foge para salvar uma menina porque o pai dela era violento e poderia matá-la.E eu fiquei pensando também que, mesmo que algo não seja humano de verdade, quando uma pessoa escolhe descarregar ódio, violência ou crueldade em algo que imita perfeitamente um ser humano, isso acaba dizendo muito sobre ela. Uma coisa é liberar estresse de forma saudável, fazendo exercícios, batendo em um saco de boxe ou algo assim. Outra é sentir prazer em machucar, humilhar ou torturar algo que fala, age e parece uma pessoa. Acho que isso pode acabar dessensibilizando alguém e reforçando impulsos perigosos. Por exemplo uma pessoa com impulsos sexuais graves, que até se sente mal por ser assim, mas acredita que usar uma boneca androide realista vai ajudar, mas que pode, é capaz, de atiçar, aumentar mais.No fim, percebi que o jogo fala muito mais sobre humanidade do que sobre robôs. Sobre liberdade, identidade, preconceito, medo, empatia e sobre como ninguém gosta de ser tratado como objeto ou ter seu valor definido pelos outros.PS: As vezes tenho ajuda do Chatgpt. As ideias são minhas, apenas peço para ele redigir, modificar, deixar mais estruturado.Graça e paz. L.

Olá su, graça, e paz Então, como você sabe eu tenho muitos problemas de organização, rotina, foco e na vida espiritual. Eu estava pensando, se eu começasse a horar a noite todos os dias por uns 5 minutos, se para Deus seria suficiente? Claro que não seria tipo, só falar com ele nessa hora, mas sim que seria 5 minutos específicos todo dia para construir um hábito, enquanto no dia-a-dia, eu poderia orar em pensamentos, por exemplo, pedir proteção, que nada venha me atingir enquanto eu caminho, e louvar engradecer pelas árvores, plantas, flores que eu vejo na caminhada, ver os carros, prédios, casas bonitas, louvar por ele dar capacidade para as pessoas criarem as mais diversas coisas, até que gradualmente, eu aumente o tempo de oração. Eu sei nada adianta orações longas sem entrega total, sem qualidade, mas também não tem sentido digamos 5 minutos na presença de Deus e passar horas na tv, celular.Outra coisa, como aprender a dizer não, impor limites?Por exemplo tenho aquela amiga, colega que as vezes fica vindo muito aqui em casa e fora o que eu já te disse sobre ela, tem outras coisas que começou. Por exemplo se ela vem terça e fica na sexta, na segunda, outra terça, quer vir de novo, toda semana. Eu sei que ela se sente sozinha, mas também acho que é folgada e minha mãe diz que ela fica vindo aqui também para aproveitar da comodidade, das coisas que tenho.Vou dar um exemplo: Eu tenho bicicleta elétrica e toda vez que ela vem pede emprestada, e eu acabo emprestando por não saber dizer não e umas duas vezes, quando ela foi embora, ela queria ir na minha bicicleta e e que eu fosse na dela só ate ela chegar na casa dela. dava desculpa de a mochila dela é pesada, que ela tá com dor no corpo e não consegue pedalar a bike normal e eu trouxa, acabo aceitando e a bicicleta dela é muito desconfortável para mim e a casa dela é longe para caramba. A minha tem acelerador e enquanto ela vai de boa, confortável com a minha, eu vou na dela, que é dura. Se minha mãe soubesse disso, ela surtava com razão, porque ela pagou a bicicleta para mim e não para os outros.Muitas vezes acabo ensaiando que vou dizer não, mas acabo cedendo e também porque mesmo sendo educada, ela meio que me vence pelo cansaço e quando realmente sou firme, ela fica emburrada, insistindoO que você faria no seu lugar? Você acha que ela está me explorando, se aproveitando de mim, mesmo que seja sem má intenção. Ela é uma pessoa boa, só que folgada, é bom conversar com ela de vez em quando, ficar um tempo, assistir um filme.Como eu preciso melhorar minha vida, crescer, tenho meus próprios problemas pessoais, preciso evoluir. Coisas que não tem nada a ver com ela, mas que preciso de um tempo só para mim.Kisses. L.