Hello, A.! Entendo seu dilema, amiga! E acho muito sensato e maduro de sua parte diferenciar entre colega e amigo. Gostaria de propor algumas perguntas para pensarmos juntas.
1. Por que é tão importante para você que essas pessoas saibam que você não é amiga delas, mas só colega? Sim, você pode ter definido isso em seu coração e tudo bem. Mas se elas querem chamar você de amiga, qual é o problema? Você tem medo de ser confundida com elas, de adquirir uma reputação negativa por andar com elas?
2. Se você tem consciência clara de certo e errado, por que você considera tão necessário se afastar dessas pessoas o mais rápido possível? Você tem medo de que elas a influenciem a fazer coisas erradas?
3. Você não vê nenhuma possibilidade de cultivar uma amizade com essa menina que acompanha você até a parada de ônibus? Por que não?
Existe um equilíbrio muito delicado nessas questões de relacionamento que a gente só consegue manter com muita ajuda, sabedoria e direção de Deus. É verdade que a Bíblia nos adverte para termos cuidado com os relacionamentos que formamos, para que eles não sejam tropeço em nosso relacionamento com Deus. Ao mesmo tempo, se prestarmos atenção no exemplo de Jesus, ele andava o tempo todo com pessoas consideradas imorais, corruptas e sem religião. Aliás, ele era conhecido como “amigo de pecadores” (p. ex., Mt 9.11). Ou seja, ele era amigo (e não só colega) de pessoas de reputação e comportamentos duvidosos (do tipo que outros advertem para a gente manter distância!).
E aí, como a gente junta essas duas verdades da Bíblia?
Primeiro, acho super importante você ter consciência de seus princípios, seus valores, daquilo que você considera certo ou errado e, principalmente, de sua identidade em Cristo. Jesus podia andar com pecadores porque ele passava horas conversando com Deus em oração e porque ele tinha a identidade dele firmemente arraigada no Pai – e não nas pessoas ao redor.
Segundo, somos chamados a ser sal e luz no meio de pessoas que não conhecem Deus, que pensam e se comportam de forma diferente de nós – exatamente como Jesus fez.
Terceiro (e bem importante), Jesus era amigo de pecadores, sim, mas ele também tinha um grupo de amigos bem chegados que andavam com Deus: os discípulos dele, especialmente Pedro, Tiago e João. A meu ver, isso significa que podemos andar com a turma “de má reputação”, mas que devemos encontrar uma turma que também nos apoie e nos fortaleça espiritual.
Portanto, talvez não seja questão de como se afastar desse pessoal, mas de como acrescentar ao seu círculo de convívio pessoas que também andem com Jesus de verdade, com quem você possa orar, compartilhar seus desafios e que você possa apoiar também, ao mesmo tempo que você brilha com a luz de Cristo para a outra turma.
Considere tudo isso que falei. Coloque diante de Deus e peça direção clara dele. Peça, também, que ele coloca amizades verdadeiras e edificantes em sua vida no tempo e do jeito dele. E que ele fortaleça você para amar e servir a essa turma com a qual você está convivendo no momento.
E, se quiser continuar a conversa, é só passar aqui novamente!
Até a próxima!
Kisses,
Su